Que as fake news têm crescido cada vez mais nas redes todos já sabem. O que os estudiosos tentam agora é identificar o tamanho desse problema. E de acordo com um estudo feito pelos professores Pablo Ortellado (USP) e Fabrício Benvenuto (UFMG) e pela agência de checagem de fatos Lupa, pode ser maior do que imaginamos.

Feita em 357 grupos de WhatsApp, a pesquisa constatou que 8% das imagens com mensagens compartilhadas por colegas, amigos e familiares possuíam informações verdadeiras. Foram analisados conteúdos enviados entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do primeiro turno das eleições deste ano.

Das 50 imagens mais compartilhadas, quatro foram consideradas verdadeiras, entre elas uma de Jair Bolsonaro em uma maca e outra do autor da facada no candidato, Adélio Bispo de Oliveira. Do total, oito eram falsas, como uma montagem de Dilma Rousseff com Che Guevara. Além disso, muitas outras foram incluídas em categorias intermediárias, como “reais, mas com alusões a teorias da conspiração” e “reais, mas tiradas de contexto”.

Segundo os pesquisadores, os resultados não podem ser generalizados, mas trazem indícios importantes para a compreensão do fenômeno das fake news.

*Com informações da Agência Brasil

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