Investigação diz que grupo pagava transporte, aluguel e tratamento de saúde para parentes de presos e, em troca, usava contas bancárias para lavar dinheiro.

Dinheiro e celulares apreendidos na Operação Welfare — Foto: Divulgação
Dinheiro e celulares apreendidos na Operação Welfare — Foto: Divulgação

Uma operação da Polícia Civil de Presidente Prudente cumpriu 34 mandados de prisão até as 10h desta quarta-feira (3). Os alvos são pessoas ligadas ao PCC. Entre os detentos, há suspeitos de cooptar novos membros para a facção que age dentro e fora dos presídios. Em troca de ajuda financeira, os novos integrantes forneciam contas bancárias para lavagem de dinheiro.

Ao todo, a Justiça determinou a prisão temporária de 38 pessoas – a maioria delas são mulheres e 13 já estavam presas.

A ação, chamada de “Welfare” (em português, “bem-estar”), também cumpriu 46 mandados de busca e apreensão e 16 buscas administrativas em unidades prisionais. Foi determinado ainda o bloqueio bancário de 38 CPFs.

O objetivo da operação é combater os crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e tráfico de drogas. Participam da ação o Ministério Público e o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Munição e dinheiro apreendidos na Operação Welfare, em Presidente Prudente — Foto: Divulgação
Munição e dinheiro apreendidos na Operação Welfare, em Presidente Prudente — Foto: Divulgação

Investigações

Durante seis meses, os policiais investigaram uma célula dentro da organização criminosa que, usando rendimentos obtidos principalmente com o tráfico de drogas, cooptava novos integrantes para a facção.

Essa célula, chamada de “Sintonia de Ajuda”, oferecia fretamento de ônibus para familiares de presos e pagamento de despesas de aluguéis e tratamentos de saúde. Os chamados “integrantes do partido”, em contrapartida, cediam suas contas bancárias para a lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, alguns detentos eram responsáveis pela contabilidade e autorização da ajuda solicitada. Esposas e companheiras de presos e outros familiares emprestavam suas contas bancárias. Integrantes da facção, que estão fora dos presídios, ficavam responsáveis pelo recolhimento dos valores juntamente com os titulares das contas bancárias.

Os cartões ficavam na posse dos “organizadores da Sintonia” e, quando o saque excedia o limite permitido pelo autoatendimento, o titular da conta realizava o saque direto no caixa, na companhia do chamado “recolha” (responsável pelo transporte).

A ação policial desencadeada nesta quarta teve por objetivo também apreender documentação relacionada às contas bancárias já apuradas e que são utilizadas para a lavagem de dinheiro, bem como verificar o envolvimento de outras pessoas no crime.

Ainda nesta quarta, a polícia vai informar os números finais da operação.

Dinheiro apreendido na operação Welfare — Foto: Divulgação
Dinheiro apreendido na operação Welfare — Foto: Divulgação

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