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No fim da década de 70 a General Motors do Brasil estava em ebulição: todos os esforços estavam concentrados no Projeto J, que daria origem ao Monza no começo da década seguinte.

O plano original previa três tipos de carrocerias: hatch, sedã e perua, que seriam lançadas nesta ordem. Mas só as duas primeiras chegaram efetivamente às concessionárias.

A proposta da perua Monza não é exatamente novidade e a imprensa automotiva da época chegou a anunciar seu lançamento. Mas até hoje nunca ninguém tinha visto como seria o carro em sua versão final – e agora, 38 anos depois, esse segredo é finalmente revelado.

Em dezembro de 1979 dois modelos da perua Monza em argila, de tamanho real, foram construídos pela GM do Brasil: um duas portas e o outro quatro portas. A versão duas portas era exclusiva do País, pois aqui o mercado na época dava preferência a este tipo de carroceria.

A Monza station quatro portas acabou sendo efetivamente lançada e vendida em outros países, como Inglaterra, batizado de Vauxhall Cavalier Estate, e Austrália, ali Holden Camira Wagon.

O projeto nacional recebeu o OK para ir em frente e em outubro de 1981 ficou pronto o único protótipo da perua Monza construído no Brasil. O cronograma da época previa seu lançamento em 1985.

Um dos destaques era a enorme área lateral envidraçada, típico da época para as stations, com uma fina divisão ao meio e estendendo-se quase até o fim da carroceria graças a uma coluna traseira com perfil bastante fino. O vidro do banco traseiro seria basculante.

A tampa do porta-malas tinha cortes bem retos, em uma solução semelhante à que foi adotada para a Ipanema muitos anos depois. As lanternas traseiras eram exclusivas, assim como as rodas.

A tampa do porta-malas tinha ainda uma particularidade curiosa: sua parte superior formava uma espécie de aerofólio, que ajudaria o vento a ser direcionado para o vidro traseiro, evitando acúmulo de sujeira. O protótipo, aliás, não tinha limpador traseiro.

A GM aproveitou a construção do protótipo para compará-lo às suas outras peruas: a Marajó, que ali também era um protótipo, já com a frente nova do Chevette, lançada apenas em 1983, e a Caravan. Nota-se que a perua Monza obviamente ocuparia o espaço intermediário, mas seu porte estava bem mais próximo da Marajó do que o da Caravan.

Como se sabe a station do Monza nunca chegou ao mercado oficialmente, sendo que a Envemo aproveitou a brecha para lançar uma versão genérica, batizada Camping, em 1984, produzida sob encomenda a partir da versão sedã – mas pouquíssimas unidades foram fabricadas. Seu porta-malas era de fibra de vidro e as lanternas eram reaproveitadas do Monza original.

A razão para a perua Monza nunca ter chegado às lojas, apesar de ter avançado até a fase de protótipo, a última antes da decisão final de produção, é incerta. O mais provável é que a GM tenha entendido que o modelo criaria concorrência interna para a própria Marajó e Caravan e, assim, o investimento necessário não se justificaria.

Estas imagens, que levaram quase quatro décadas para chegar ao público, fazem parte do acervo do Instituto General Motors, instalado em São José dos Campos. O IGM abriga toda a rica história da fabricante no País e gentilmente cedeu as imagens com exclusividade para o MIAU, Museu da Imprensa Automotiva. Elas não podem ser reproduzidas sem autorização.

O MIAU, Museu da Imprensa Automotiva, é o único do gênero no mundo e abriga uma vasta coleção de revistas, livros, catálogos, jornais e outros itens assemelhados sobre veículos em geral, de todas as épocas. Seu acervo pode ser consultado pessoalmente: o museu fica na zona Oeste de São Paulo e abre aos sábados e domingos das 13h às 17h. Os ingressos custam R$ 15. O site do museu é o www.miaumuseu.com.br e o telefone (11) 98815-7467.

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