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Brasil de Fato | Recife (PE)

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“É um movimento inverso, ao invés do jornal ir para as comunidades, é ter uma produção feita por elas” é assim que Bruno Vieira, editor do impresso A Voz da Favela, define a missão do jornal, que passa a circular no Recife com 50 mil exemplares por mês, produzido com 25 pessoas de diversas periferias da cidade. O jornal é uma das iniciativas da Agência de Notícias das Favelas (ANF), que é maior impresso das favelas do país, com 100 mil exemplares circulando no estado do Rio de Janeiro e na cidade de Salvador (BA).O jornal é escrito por moradores das favelas de forma colaborativa, como vem acontecendo no Recife. No início do ano, um edital abriu vagas para o curso da Rede de Agentes Comunitários de Comunicação (RACC), que vem sendo realizado em parceria com o Grupo NeoEnergia e a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). A turma vai até dezembro, mas a intenção é abrir uma nova turma em 2020, para dar continuidade e ampliar o projeto.A turma tem aulas sobre técnicas e aspectos sociais relacionados à comunicação, como explica a jornalista e coordenadora pedagógica do projeto Laudenice Oliveira “Essa parte pedagógica ajuda a compor o repertório dos alunos para que eles possam fazer o jornal. O curso da RACC é a base orientadora para que eles sejam inseridos na produção de conteúdo para o jornal e o portal. As aulas são semanais e trabalhamos com teoria e prática’, explica. Os cursistas são responsáveis pelas quatro primeiras edições do jornal, que são distribuídos em toda a cidade, e também pelas redes sociais e o site da Agência de Notícias da Favela, o www.anf.org.brÉ para construir outras narrativas sobre o que acontece nas periferias de todo o país que a iniciativa surge em 2001. Quase 20 anos depois, a experiência chega ao Recife com a missão de formar comunicadores populares na região metropolitana que possam falar das favelas com um olhar de dentro, abordando não apenas os temas comumente relacionados a esses lugares, como a violência, e o tráfico, mas como explica Laudenice “a ideia é formar esses comunicadores que vão dar vez e voz ao povo da favela, que não tem acesso a esses meios de comunicação. É ali que está a massa trabalhadora do país. A Voz da Favela vai ser o espaço para falar da cultura, do esporte que rola ali na comunidade, das rádios que já têm ali, da música e também falar das violências que os atingem todos os dias”. Para Bruno, a iniciativa do jornal integra uma série de ações em torno da pauta da democratização da mídia e da comunicação comunitária não apenas num contexto local, mas mundial “Tendo em que vista que a gente tem uma mídia hegemônica que contribuiu para o cenário caótico político que nós estamos vivendo, é importantíssimo que a gente tenha estratégias para construir narrativas que se contraponham a esse discurso. “, conclui.

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