Número de assassinatos de mulheres em AL já é maior do que ano passado, diz OAB

Estat?sticas foram apresentadas pela entidade durante entrevista coletiva 

A OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] informou que até o dia 22 de novembro deste ano, 82 mulheres foram assassinadas em Alagoas. O número é maior do que o registrado no ano passado, quando foram 69 homicídios com vítimas femininas. Do total de mortes deste ano, foram 42 casos classificados como feminicídios (no ano passado todo foram 19). 

Estas estatísticas foram apresentadas durante coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (25), na sede da instituição, no bairro de Jacarecica, em Maceió.

A entrevista com os jornalistas foi convocada para apresentar dados de como está a violência contra a mulher no estado e serviu para cobrar ações e políticas públicas que visem o amparo às vítimas. 

A entidade fez uma análise do quadro e identificou que, em Alagoas, era necessária a ampliação urgente da rede especializada que apoio às mulheres. Os dados foram compilados com base na Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Os números revelam que as mulheres negras e pardas são as principais vítimas, representando 80,79% dos casos (122 mulheres); brancas são 15,23% (23 mulheres); as de cor não identificadas representam 3,97 (6 mulheres). 

A maioria das vítimas tem entre 31 e 59 anos, e representam 42% dos casos. As que têm faixa de idade entre 19 e 30 anos somam 29,8% do total. Os principais agressores são ex-companheiros e ex-esposos, representando 26,4% dos casos.

Além disto, durante a coletiva, foi ressaltado que o Estado precisa capacitar as polícias, implementar um plano local de políticas para as mulheres, interiorizar estas ações direcionadas ao público feminino, fortalecer a Patrulha Maria da Penha e dar agilidade aos inquéritos de violência contra as mulheres.

“Enquanto estamos fazendo esta coletiva, mulheres estão sendo violentadas, espancadas e assassinadas, por isso precisamos que essas medidas sejam aplicadas com urgência”, disse Paula Lopes, do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB.

O debate acontece justamente no Dia de Combate à Violência contra a Mulher. Em todo o País, são celebrados 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, iniciando em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e encerrando no dia 10 de dezembro.

Participam da coletiva mulheres que integram a Comissão dos Direitos Humanos e a Comissão da Mulher Advogada, além do presidente da OAB/AL, Nivaldo Barbosa.

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