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A localização geográfica estratégica e a conectividade aérea fizeram do Recife um polo natural de turismo de negócios e eventos. Nos últimos anos, no entanto, a cidade tem perdido terreno nesse segmento diante da crise econômica que se intensificou no País. O turismo de sol e mar, por outro lado, também foi enfraquecido com os recorrentes casos de ataques de tubarão, que começaram a ser contabilizados no início da década de 90 e hoje totalizam 65 ocorrências. O cenário desfavorável tem exigido criatividade da Secretaria de Turismo da capital pernambucana para evitar a evasão de turistas.

Embora não haja dados oficiais sobre a redução do fluxo de visitantes de negócios, o setor hoteleiro é um dos primeiros a sentir o baque. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), Eduardo Cavalcanti, há cerca de seis anos a taxa de ocupação média durante a semana nos hotéis da capital ficavam entre 85% e 90%. Hoje esse número caiu para 70%. “Os congressos que antes vinham todos os anos, passaram a ser ano sim, ano não. E depois que houve a maior concorrência dos centros de convenções dos Estados vizinhos, temos sentido cada vez mais o recuo”, declara Eduardo Cavalcanti.

O presidente do Recife Convention & Visitors Bureau, Simão Teixeira, acredita que é necessário fortalecer o turismo de negócios até mesmo para aumentar a receita dos cofres municipais a partir da arrecadação de impostos. “As secretarias de turismo fazem ótima divulgação do lazer, mas nosso foco são os negócios. Por isso, pleiteamos convênios e parcerias com o poder público”, ressalta Teixeira.

Os congressos que antes vinham todos os anos, passaram a ser ano sim, ano não

Eduardo Cavalcanti, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE)

Já o gerente geral do Hotel Transamérica, em Boa Viagem, Marcelo Augusto de Oliveira, afirma que os hotéis do Recife também sofrem com a baixa frequência relativa ao turismo de lazer. “Existem destinos consolidados como Porto de Galinhas e as pessoas às vezes não sabem que podem se hospedar no Recife e ir passar o dia lá. Acredito que uma melhor divulgação dessa proximidade poderia impulsionar o setor aqui na capital”, avalia.

Para contornar as perdas no turismo de negócios e eventos, e tentar fomentar o de lazer, a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer do Recife tem incentivado uma forma mais “raiz” de conhecer e curtir a cidade. Usando a criatividade, comunidades têm se tornado pontos turísticos, cheios de experiências a oferecer. O modelo faz parte do escopo do chamado turismo criativo, que visa proporcionar ao visitante atividades que mexam com os cinco sentidos.

Segundo a secretária municipal de Turismo, Ana Paula Vilaça, a partir de uma pesquisa realizada entre os recifenses, identificou-se que o tema cultura também é um grande atrativo para além dos destinos de sol e mar. Com base nisso, foram criados atrativos voltados para a ocupação da cidade pelas pessoas. É o caso da ciclofaixa, do Recife Antigo de Coração e dos roteiros do Olha! Recife. Os projetos contribuíram para reativar lugares antes esquecidos. “Nossa conclusão é que uma cidade boa para o morador é boa para o turista. Foi no que pensamos quando passamos a incentivar esse sentimento de pertencimento da cidade”, diz Ana Paula.

A mesma pesquisa baseou a campanha “Recife, Capital da Criatividade”, que já rendeu à cidade uma certificação internacional de destino criativo. “É um segmento que vem crescendo no mundo inteiro, em que o turista não vai só visitar o espaço, a cidade, ele vai ter uma experiência naquele lugar, co-criar, vai interagir”, comenta Ana Paula. A capital pernambucana foi a terceira do País a ter um Plano de Turismo Criativo, lançado em 2018 e válido para o período 2019-2021. Porto Alegre e Brasília detêm o mesmo título.

A partir desse conceito, surgiu no Recife, em 2017, o movimento Recria (Rede Nacional de Turismo Criativo). O objetivo é usar o turismo como ferramenta de desenvolvimento para as comunidades e fazer o visitante ter novas vivências. Exemplos disso são as visitas guiadas às comunidades da Bomba do Hemetério e da Ilha de Deus. Na primeira, o turista conhece a localidade onde o Carnaval pulsa mesmo antes das prévias.

No lugar é possível seguir diversos roteiros, fazer oficinas de percussão ou de adereço e ainda conferir delícias gastronômicas. Já na segunda, o visitante faz passeios de catamarã ou baiteiras e segue para a área urbana do manguezal da Ilha de Deus. Lá são realizadas oficinas de artesanato e de gastronomia, com a chef Negra Linda, numa proposta de intercâmbio social.

Na opinião do coordenador do Recria, Roderick Jordão, as pessoas querem ver além das janelas dos ônibus de passeio. “Com esse turismo criativo, você ativa as comunidades, faz a economia girar com os empreendedores locais. Em troca, o viajante tem uma experiência completa com todos os sentidos sento usados quando ele vê uma paisagem, faz uma oficina, come algo, sente o cheiro dos lugares”, diz. Roderick, inclusive, é co-fundador da empresa La Ursa Tours, que promove uma das experiências propostas pelo Recria: roteiros de bicicleta pela cidade.

Apesar de todos os esforços, a Prefeitura do Recife não nega que a folia de Momo ainda é o grande atrativo cultural da capital. Para não ser a cidade (só) do Carnaval, eventos como São João, REC in Play, Natal e Réveillon têm sido incentivados. “Atuamos em quatro segmentos: sol e mar, em que trabalhamos a praia de Boa Viagem e citamos a questão do tubarão, inclusive com a criação de um centro de atendimento ao turista em Boa Viagem; cultura; tecnologia e gastronomia. Então tentamos incentivar ações em todos esses eixos durante o ano”, explica a secretária Ana Paula Vilaça.

Com tanta potencialidade, a capital ainda deixa a desejar em outros quesitos como o turismo náutico e o de mergulho. Projetos de navegabilidade no Capibaribe, por exemplo, ainda não saíram do papel. Em relação aos navios de cruzeiros, o Porto do Recife receberá nesta temporada 41,5 mil cruzeiristas, contra 202,2 mil que irão a Salvador. Já o nicho de mergulho ainda é pouco explorado, mesmo a cidade sendo a capital brasileira dos naufrágios.

Para debater caminhos possíveis para o turismo, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) realiza nesta quarta-feira (27) o Seminário Soluções Urbanas – Turismo, que reunirá especialistas, profissionais do trade, empresários, gestores públicos, estudantes e demais interessados no tema. As inscrições para o evento já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas até o dia 26 pelo e-mail [email protected] ou no site www.jc.com.br/seminariojc. O encontro ocorre das 8h às 12h30, no auditório do SJCC na Rua do Lima, em Santo Amaro.

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