Jornalista acusado de assédio é mantido preso em Cuiabá após audiência de custódia

A justiça manteve a prisão do jornalista Leonardo Heitor Miranda após a audiência de custódia realizada ontem em Cuiabá e o encaminhou para o Centro de Ressocialização Carumbé. Conforme Só Notícias já informou, ele foi preso ao desembarcar no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, por descumprir uma medida protetiva ao se aproximar de uma das dez mulheres que o denunciaram, em outubro, por assédio, estupro e importunação sexual.

A prisão foi decretada pela 1ª vara da Violência Doméstica e Familiar da capital e o mandato foi cumprido pela delegada Nubya Beatriz, da Delegacia Especializada na Defesa da Mulher, assim que o jornalista desembarcou de uma vigem de turismo que fez à Bahia para reencontrar amigos de colégio.

De acordo com as denúncias de outubro, Leonardo Heitor agia anonimamente por aplicativo de mensagens usando número de telefone e fotografias falsas para enviar material pornográfico e para importunar, majoritariamente, colegas de profissão. As mulheres concluíram que se tratava de Leonardo após a publicação de um artigo expondo o assédio. Outras reconheceram o método e, após uma pesquisa na internet, descobriram que o jornalista já tinha denúncias semelhantes e respondia a processos no Espírito Santo, onde morou e trabalhou.

À época da denúncia Leonardo Heitor trabalhava como assessor de imprensa do deputado Ulisses Moraes (D), que o exonerou tão logo tomou conhecimento das acusações.

Ontem após a prisão, o jornalista declarou em entrevista ao site Leia Agora que não descumpriu a medida protetiva e que se aproximou do prédio onde uma das vítimas trabalha para consultar dois advogados.

“Eu fui consultar dois advogados, um cível e outro criminal. Um fica no 14º andar e o outro não lembro. Sinceramente, eu não sabia, porque na medida protetiva estava só o endereço residencial. Se eu soubesse não teria ido, não tenho o que temer ou esconder”, disse.

Leonardo também se defendeu das acusações e se declarou inocente, inclusive, segundo ele, apresentado provas à polícia. “Eu apresentei provas de que as acusações que ela fez foram infundadas. E [sobre] a acusação de estupro, eu apresentei uma ligação alertando que ela queria se vingar de mim antes de toda essa história. Isso foi apresentado aqui, assim como outras provas, de que a única vez que tive alguma coisa com ela foi com total consentimento”, defendeu-se.

O jornalista admitiu o assédio a algumas colegas de profissão que segundo ele, “deram abertura” para tal.

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