‘Vamos ter que olhar mais nos olhos’, diz Monja Coen sobre vida pós-pandemia

Simplicidade, equilíbrio e olhos nos olhos. É dessa forma que a Monja Coen acredita que será o mundo pós-pandemia do novo coronavírus para quem conseguir extrair as lições corretas desse período de crise mundial. Para que possamos ter vida segura – até que se tenha uma vacina e medicamentos contra o vírus – a Monja acredita que precisaremos passar o próximo ano vivendo de uma nova maneira. O toque, por exemplo, será substituído pelo olhar. 

“Nós humanos somos os seres com a maior capacidade de adaptação por isso sobrevivemos a tantas catástrofes que a Terra já passou porque nos adaptamos. Ou adapta ou adapta. Não vamos por um bom tempo poder agarrar as pessoas.  Pelo menos pelo próximo ano vamos ter que conversar olho no olho até que não tenha possibilidade de contaminação até que tenhamos certeza dos remédios e das vacinas. De máscara você não vê o nariz nem a boca, mas você vê os olhos. E os nossos olhos não mentem. Nós vamos nos reconhecer pelo nosso olhar”, destacou a Monja que foi a convidada desta terça-feira (30) da live Saúde & Bem-Estar no Instagram do jornal CORREIO.  

No dia do seu aniversário de 74 anos, Monja Coen compartilhou com os seguidores do CORREIO no Instagram sua visão de como podemos ter mais leveza nesse período de isolamento social e de tantas tensões na humanidade. “Ninguém sabe o que vai acontecer daqui a um minuto. Quando você percebe que não há nada fixo nesse mundo e nada permanente você age diferente. O vírus no deu essa lição e deixou isso muito claro. O que a covid tem feito é a transparência naquilo que acontece. Ele mostrou as diferenças sociais e a realidade em que vivemos. A falta de saneamento básico, o racismo no brasil e outras mazelas. Devemos extrair daí aprendizados”, destacou a Monja.

Nos 51 minutos da transmissão a live, apresentada pelo jornalista Jorge Gauthier, foi assistida por 14 mil espectadores. O conteúdo está salvo no IGTV do jornal . Assista:

A Monja acredita que é possível aprender e tirar boas lições para reduzir a ansiedade e ‘virar a chave’ para viver melhor. “Se parece que  não tem luz no fim do túnel é porque você não chegou na metade ainda. Ter um pouco mais de perseverança e resiliência e você verá que tem coisas novas acontecendo. Mas não tenha tanta pressa de chegar lá. É preciso apreciar onde você está e onde está sua vida. Está em contato com aquilo que está acontecendo é a libertação da ansiedade”, explicou a Monja que lançou o livro Ponto de Virada este ano justamente falando sobre o tema. 

Monja Coen Roshi é missionária oficial da tradição Soto Shu do Zen Budismo e primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil. Foi ordenada monja em 1983 e viveu 12 anos no Japão antes de retornar ao Brasil em 1995. Em 2001 fundou a Comunidade Zen Budista, em São Paulo. Orienta diversos grupos no Brasil. Participa de diversas atividades públicas promovendo o princípio da não violência ativa e da cultura de paz.  

Autora dos livros “Viva Zen, “Sempre Zen”, ”Palavras do Darma “, “A Sabedoria da Transformação”, “108 Contos e Parábolas Orientais”, “O Monge e o Touro”, “O sofrimento é opcional”, “Zen para distraídos”, “O inferno somos nós (com Leandro Karnal) e “A monja e o professor”(com Clóvis de Barros Filho) ), “Verdade? e “Nem anjos nem demônios”(com o Prof. Mario Sergio Cortella), “Aprenda a viver o agora”, “O que aprendi com o silêncio” e “Zen – Pensamentos da Monja Coen nas palavras de Leandro Gyokan Saraiva”.

O programa Saúde & Bem-Estar acontece toda terça-feira às 18h em formato de live no Instagram do CORREIO. A apresentação é de Jorge Gauthier, que é jornalista especializado em Saúde. 
 

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