A americana Amina Mocciolo conquistou mais de 340 mil seguidores no Instagram com seu perfil vibrante e divertido, recheado de muitas – muitas! – cores. Mas a influencer alega também ter inspirado uma empresa gigante dos brinquedos – sem que tivesse dado permissão para isso.

Nas últimas semanas, Amina vem denunciando em seu perfil um suposto plágio feito pela MGA Entertainment, que dona das marcas LOL Suprise e Bratz. De acordo com ela, o grupo agiu de má fé ao criar uma boneca que usava sua identidade visual sem a sua permissão. 

A pele negra, roupas alegres e bolsa com estampa de arco íris são algumas das semelhanças entre a americana e a boneca. Mas a mais gritante é o cabelo azul tiffany com mechas coloridas e preso em maria chiquinhas. Segundo Amina, o visual foi usado por ela entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019. Em abril daquele ano, a LOL a contratou como convidada no canal do YouTube. E, em julho, foi lançada a boneca.

“Ela se parece exatamente como eu. Descobri isso pois comecei a receber mensagens me perguntando se eu sabia sobre a boneca e a semelhança impressionante com meu cabelo e meu estilo únicos”, escreveu, no Instagram.

Depois que ela postou a denúncia, CEO da LOL, Isaac Larian, se pronunciou no Twitter – e decepcionou. Ele publicou que Amina era uma ‘desgraça para as pessoas negras’, além de ‘mentirosa’ e ‘fraude’.

A americana, então, disse que vai reagir judicialmente. “Dada a hostilidade da MGA em relação a essa situação, é do meu interesse não interagir com eles. Todas as comunicações estão sendo tratadas através do meu advogado”.

A MGA também se posicionou e negou ter plagiado o estilo de Amina. “Vimos as acusações e levamos isso a sério. (…) [a coleção] ‘Rainbow Raver’ foi projetada por um de nossos talentosos criadores negros, que confirmou que a boneca não era baseada em Amina Mucciolo”, disse o comunicado.

“Nossa equipe colorida e criativa é inspirada nas tendências da cultura pop. ‘Rainbow Raver’ foi inspirada na moda usada nos festivais de música. Respeitamos profundamente a comunidade artística e criativa e não iriamos usufruir de um criador da maneira sugerida. A MGA trabalha incansavelmente para proteger nossa própria propriedade intelectual contra esse comportamento”, continuou a empresa.

Em suas redes sociais, Amina segue postando sobre o desenrolar do caso. E, inclusive, criou uma campanha de doações online, para arrecadar recursos para lutar judicialmente contra a empresa.