Pouco a pouco as bibliotecas da capital paulista estão retomando as atividades. Uma excelente notícia para o Breno Zanon, estudante de direito, que tem o hábito de pegar os livros para ajudar nos estudos da faculdade. Ele conta que durante a quarentena , precisou buscar outras alternativas de leitura, mas que não foram suficientes. “Nem todos os livros que procuro tem na internet, alguns só têm na biblioteca”, afirma. Para a reabertura, as bibliotecas precisam seguir protocolos de segurança. Os visitantes devem ter a temperatura aferida na entrada. A ocupação máxima de 60% da capacidade, além do distanciamento de um metro e meio entre as pessoas e e os livros devolvidos ficam em quarentena até o próximo empréstimo.

A Biblioteca de São Paulo, em Santana, na zona norte da capital paulista, também já reabriu as portas para o público. O atendimento  acontece preferencialmente com horário marcado pelo site, mas quem vier direto não vai deixar de ser atendido. A escolha das obras deve ser feita pelo catálogo on-line e a permanência no local vale somente para quem veio utilizar os computadores e o espaço de estudo disponíveis no local, mas pelo tempo determinado de, no máximo, uma hora. Para Igor Losacco, que frequenta a biblioteca para ter acesso a internet, usar o computador por tempo limitado não é uma tarefa fácil, mas ajuda a matar um pouquinho a saudade da família que mora longe. “É, você tem razão, agora diminui o tempo então ficou uma coisa bem mais rápida. É bem melhor do que não ter nada, mas seria bom como era antes, de duas horas.”

O gerente de programação da biblioteca, Genésio Manoel, explica que apesar da flexibilização, as oficinas de escrita e bate-papos com escritores permanecem online, mas que o local está preparado para as visitas presenciais. “A biblioteca reabriu seguindo o protocolo d segurança tanto para funcionário quanto para o público, uso de máscaras, álcool gel, distanciamento, higienização dos espaços a cada uma hora e os livros também ficam em quarentena. Então durante sete dias eles ficam em isolamento, voltando para empréstimo ao público somente após esse período”, explica. A liberação total das atividades só deve ser permitida na fase Azul do Plano São Paulo.

*Com informações da repórter Caterina Achutti