A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a Operação O Quinto Ato, que tem o objetivo de desvendar um esquema de corrupção que aconteceu entre 2014 e 2015. De acordo com a apuração, a situação envolve o pagamento de vantagens indevidas com a intenção de intervenção junto ao Ibama. Isso possibilitaria a liberação da licença ambiental de instalação no Porto Pontal Paraná Importação e Exportação SA, no Estado do Paraná. Entre os alvos da operação está o senador e ex-presidente da República Fernando Collor.

Cerca de 50 policiais estão nas ruas para cumprir 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos endereços dos investigados em Curitiba (PR), Pontal do Paraná (PR), Gaspar (SC) e São Paulo (SP). Também foi determinado o bloqueio de valores financeiros de envolvidos. A Operação O Quinto Ato é um desdobramento da Operação Politéia, deflagrada em 2015. Na ocasião, foram identificados que bens de luxo pertencentes a um parlamentar teriam sido pagos com dinheiro obtido através de vantagens indevidas, recebidas de empresários que atuavam junto a órgão federais.

No Instagram, o ex-presidente se pronunciou afirmando que foi surpreendido com o que ele classificou como um “ato inusitado”. Ele disse que nada foi levado da casa dele e falou, ainda, que vai tentar “apurar a razão deste fato de que fui vítima” e que está com a consciência tranquila. “Nada tenho a temer”, pontuou. Veja, abaixo, o pronunciamento de Collor:

 

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Nada tenho a temer.

Uma publicação compartilhada por Fernando Collor ⏳ (@fernando_collor) em 21 de Out, 2020 às 8:03 PDT