Cássia Kis fala sobre suspense sobrenatural e personagem bruxa na série que estreia nesta quinta (22) no Globoplay. Claudia Abreu e Maria Ribeiro completam o trio protagonista. Cássia Kis fala sobre ‘Desalma’, nova série do Globoplay
“‘Desalma’ é uma história de relacionamentos muito profundos que chega em um lugar incrível, que é a alma”. É assim que Cássia Kis descreve a série que estrela ao lado de Claudia Abreu e Maria Ribeiro. Assista vídeo acima.
O suspense sobrenatural estreia nesta quinta (22) no Globoplay com dez episódios.
O povoado pacato de Brígida é o cenário de fenômenos que assombram a população por décadas e é marcado por rituais de bruxaria que buscam trazer almas de pessoas que não estão mais por aqui.
Cássia Kis interpreta a feiticeira Haia, que sofre com a morte repentina da filha no final dos anos 80, primeira fase da série. As consequências dessa perda persistem por quase 30 anos, na outra fase em 2018.
Cássia Kis interpreta a feiticeira Haia na série ‘Desalma’
Divulgação/Globoplay
“Foi divertido e está sendo divertido fazer esses dois momentos. Eu sou uma mulher de 62 anos com essa cara de 305”, brinca a atriz.
“É uma história de uma família, de uma mulher com seu marido, ela com sua filha… Depois, o desaparecimento dessa filha e as consequências disso nestes 30 anos esse vácuo, esse buraco que essa mulher foi parar”, explica.
Floresta e influência ucraniana
A floresta é um importante cenário para ‘Desalma’; série tem 75% do elenco de novos atores
Divulgação/Globoplay
“Desalma” se apoia na cultura ucraniana para reproduzir a mitologia, as lendas e as festas, como Ivana Kupalla, uma das principais comemorações do calendário eslavo.
“Não para Haia só, mas para a história toda é quase uma ameaça, assusta. É uma festa de tradição ucraniana linda, uma festa de amor, de relações amorosas entre meninas e rapazes e acontece uma tragédia dentro dessa festa”, explica Cássia.
Outro cenário importante para a série é a floresta. Na série, ela é um local de encontro, celebração e magia.
“A floresta de um modo geral esconde histórias. A gente entra em uma floresta e as coisas começam sempre a acontecer os barulhos, as coisas que a gente não conhece”, afirma Cássia Kis.
“Dentro da floresta, nesse caso, tem gente, tem alma, tem vozes. Ela pulsa porque é floresta, porque está viva, mas pulsa mais e, de outro jeito, porque tem alma”, continua. Foi lá que a filha de Haia, personagem de Cássia, morreu em uma celebração da Ivana Kupalla.
Giovana (Maria Ribeiro) e as filhas Melissa (Camila Botelho) e Emily (Juliah Mello) em ‘Desalma’
Divulgação/Globoplay
A provocação sobre a relação humana com a morte é constante na série e aparece também nas histórias de Ignes (Claudia Abreu) e Giovana (Maria Ribeiro).
“Desalma’ é um drama sobrenatural que fala da nossa relação com a morte e a dificuldade de aceitar as perdas. A partir dessa não aceitação que entra a atmosfera sobrenatural, com a personagem Haia (Cássia Kis), que faz parte de uma linhagem de bruxas ucranianas”, explica o diretor artístico Carlos Manga Jr.
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‘Direção sugerida’
Para Manga Jr., representar o universo sobrenatural está mais relacionado ao que não aparece, o que não é dito do que em efeitos especiais, como voos ou paredes atravessadas pelas personagens.
“Nós escolhemos a direção sugerida, aquela que não mostra. É uma série que surpreende porque não trabalha nas mensagens diretas e, sim, no subliminar”, diz Manga Jr.
“Se eu pudesse usar três palavras para definir a atmosfera de ‘Desalma’ seriam densidade, estranheza e rigor. É usar a tecnologia – os efeitos à nossa disposição – para que isso seja invisível”.
Escrita por Ana Paula Maia, “Desalma” foi gravada em locações no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, e tem 75% do elenco de jovens atores.
Antes da estreia no streaming, a série foi selecionada para exibição no festival de Berlim em fevereiro.
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