O holandês Victor Gevers, que atua como hacker ético e pesquisador de segurança, teria acessado a conta oficial do presidente dos Estados Unidos no Twitter na última sexta-feira (16). O homem de 44 anos afirma que precisou de apenas sete tentativas para acertar a senha usada por Donald Trump, que revelou-se ser “maga2020!”. Principal slogan da campanha do republicano à reeleição, MAGA é a sigla para “make America great again” que, em português, significa “torne a América grande novamente”. A conta não teria a verificação de segurança sem etapas, o que permitiu o login sem grandes dificuldades.

As informações são do jornal diário De Volkskrant e da revista mensal Vrij, duas grandes publicações da Holanda que tiveram acesso às capturas de tela tiradas durante a invasão ao perfil @realDonaldTrump, que possui 87,3 mil seguidores. Os veículos de imprensa consultaram especialistas em segurança, que afirmam que as alegações são verdadeiras. Por se tratar de um hackeamento “ético”, cujo objetivo é apontar falhas de segurança, Victor Gevers logo alertou o presidente e o governo dos Estados Unidos sobre a sua invasão. O aviso teria sido levado a sério pelo serviço secreto norte-americano na Holanda, que tomou atitudes para que a conta fosse melhor protegida. Se Gevers tivesse más intenções, ele poderia ter feito publicações em nome do presidente e mudanças em seu perfil pouco antes das eleições de 3 de novembro.

Essa não seria a primeira vez que o Twitter do presidente é invadido. Em 2016, quando Trump concorria ao posto, seu perfil foi acessado por um grupo de três holandeses, sendo Victor Gevers um deles. O hacker afirma fazer essas “inspeções” para conferir a qualidade das medidas de segurança que são adotadas em grandes contas – não só na de Trump como também na de Joe Biden e outros políticos. Gevers disse ao jornal De Volkskrant que agora a conta do presidente dos Estados Unidos possui a verificação em duas etapas. “Trump tem mais de 70 anos – pessoas idosas geralmente desativam a verificação em duas etapas porque acham muito complicado”, explicou.