A morte de um voluntário brasileiro nas pesquisas para a vacina da Universidade de Oxford também repercutiu na Inglaterra. A instituição britânica foi rápida ao confirmar que os estudos não serão interrompidos. Nem a instituição e nem o laboratório Astrazeneca deram detalhes sobre o caso. Ambos disseram apenas que, após uma cuidadosa análise do caso, não foram encontrados problemas de segurança na pesquisa. A BBC seguiu outras publicações do Brasil e afirmou que o voluntário não tomou a vacina durante os testes — o médico de 28 anos recebeu placebo.

A vacina de Oxford está entre as mais avançadas no momento é também gera grande expectativa no Reino Unido. No momento ela é a grande esperança para o combate ao Covid-19, que voltou a obrigar o fechamento parcial de vários países europeus. O governo britânico espera começar a vacinação em massa da população no ano que vem, mas nem mesmo o país está colocando todas as suas fichas na pesquisa de Oxford com a AstraZeneca, que tem o apoio do Brasil.

O Reino Unido tem hoje acordos para comprar seis tipos de vacinas diferentes em desenvolvimento para o Covid-19, num total de 340 milhões de doses. A população do país é de aproximadamente 65 milhões pessoas. O governo de Londres já encomendou 100 milhões de doses da vacina Oxford/Astrazeneca, além de 60 milhões da Glaxosmithkline/Sanofi. Também foram adquiridos outros 60 milhões da americana Novavax, 30 milhões da belga Janssen, mais 30 milhões da BioNTech/Pfizer e 60 milhões de doses da francesa Valneva. Evidentemente, nada garante que todas vão se provar eficazes e não se sabe quando elas estarão realmente disponíveis — por isso os britânicos estão espalhando suas apostas: os casos da doença continuam avançando e a expectativa é de que a chegada do inverno complique ainda mais a situação nos próximos meses.