A Rafaela dos Santos nunca gostou de ir pra academia mas, durante a quarentena, o hábito de se exercitar foi se tornando mais prazeroso. Por causa do isolamento social, a pequena sala do apartamento onde mora, na zona norte de São Paulo, foi o único local encontrado para manter a rotina de treinos em dia. Ela ressalta que as mudanças, do corpo e da mente, são muito mais intensas agora do que quando ela frequentava a academia. Para treinar em casa, Rafaela teve que ser criativa: garrafas de água, cabo de vassoura e outros objetos viraram aliados na hora do exercício. E não é que deu certo? Em 5 meses, foram 11 quilos a menos na balança. Um dos grandes responsáveis pela mudança na vida da Rafaela é o professor de educação física Marcos Almeida, que desenvolveu a rotina de treinos. Ele afirma que treinar em casa é simples e não deve ser visto como um sacrifício.

E a Rafaela não foi a única a mudar os hábitos durante a pandemia da Covid-19. A professora de inglês Carol Valente também voltou a treinar após muito tempo parada. Mas, para ela, manter a disciplina e acompanhar as aulas online não têm sido nada fácil. Estudos mostram que no início da pandemia, as buscas no Google relacionadas ao termo “exercício” registraram um pico e continuaram elevadas durante meses. E, mesmo com a liberação das academias em boa parte do país, não é todo mundo que se sente seguro para voltar para os ambientes fechados. Só durante o primeiro semestre de 2020, os downloads de aplicativos de exercícios e fitness cresceram 46% em todo o mundo.

*Com informações da repórter Letícia Santini