Na tarde da última quarta-feira, 21, Roger Abdelmassih foi atacada por um detento no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, no Carandiru, Zona Norte de São Paulo. Desde setembro, quando foi transferido da penitenciária de Tremembé a pedido da defesa, o ex-médico permanece na unidade hospitalar. Ele é cardiopata e possui 77 anos. Apesar de já ter recebido alta médica, Abdelmassih deverá passar por uma perícia até o dia 29 de outubro, que analisará se ele possui condições de retornar para cumprir pena em Tremembé. Assim que o resultado do exame sair, a decisão sobre a transferência será do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o condenado sofreu uma tentativa de agressão por outro preso que teve a irmã estuprada recentemente, pretexto que motivou o ataque. O incidente teria ocorrido após o agressor descobrir que Roger estava internado na mesma ala que a sua. Dessa maneira, o outro preso invadiu o quarto do ex-médico, pulou sobre ele e o atacou com as mãos. Em nota, a SAP afirma que “a situação foi rapidamente contida e Abdelmassih não ficou ferido. Ele passou por exame de corpo de delito e está em bom estado de saúde.” Em primeiro momento, o agressor foi transferido para outra ala do hospital e, na última quinta-feira, 22, recebeu alta.

Roger Abdelmassih foi condenado a 181 anos, 11 meses e 12 dias de prisão pelo estupro de 48 pacientes. No entanto, a lei brasileira não permite que nenhum detento permaneça na prisão por mais de 30 anos. Os advogados do ex-médico protocolaram um pedido de habeas corpus no STF para que Abdelmassih cumpra a pena em casa.