A necessidade de encontrar comida boa e saudável e de maneira sustentável despertou na Roberta e mais dois sócios  a ideia de criar um startup gastronômica sustentável que não produzisse apenas comida, mas que gerasse impacto social em toda a cadeia de produção. Os cuidados já começam desde as embalagens que são feitas com material reciclável. Além disso, todas as refeições são veganas e preparadas com ingredientes orgânicos fornecidos por pequenos agricultores no entorno da capital. Legumes, verduras, grão e oleaginosas são a base do menu. Diariamente, do centro de distribuição do projeto, localizado no bairro da Vila Olímpia, saem em média 250 marmitas.

O projeto que nasceu em 2018 e oferece treinamento com chefs voluntários em cozinhas parceiras para que mulheres moradoras da comunidade de Paraisópolis possam aprender a preparar cardápio de dentro de casa, como explica Roberta Rapuano, uma das sócias da empresa. “As mulheres de Paraisópolis elas não recebem uma oportunidade, a oportunidade não chega a esse público da maneira como deveria. Então a gente escolheu por meio da gastronomia fomentar a economia local”, conta. O cozinheiro Luiz Gustavo Bueno é um dos parceiros, ele ensina a cada 15 dias técnicas de cortes, cocção e preparos. “Justamente de uma cozinha, de uma experiência que elas não têm de uma cozinha de restaurante, para levar isso para a cozinha delas de casa e do serviço do local.

Uma das alunas é a enfermeira Lilia Dias Costa que, em meio ao desemprego causado pela pandemia, encontrou uma oportunidade de desenvolver uma antiga paixão complementando o orçamento familiar. “Como eu sempre cuidei da alimentação por causo dos meus filhos, eu já tinha uma dedicação maior. E Deus é tão bom que veio esse projeto que trabalhamos dentro de casa e ajudamos com a renda, né?”, conta. As refeições produzidas pelo projeto estão disponíveis nos principais aplicativos de alimentação.

*Com informações da repórter Hanna Beltrão