Neste domingo (25), o Papa Francisco anunciou a nomeação de 13 novos cardeais, que terão o cargo oficializado em uma cerimônia conhecida como “consistório” no Vaticano em novembro. Por possuírem menos de 80 anos, nove desses escolhidos serão elegíveis para participar de um futuro conclave para escolher o sucessor do Santo Padro após a sua morte ou renúncia. Assim, aumenta a possibilidade de que o próximo chefe da Igreja Católica seja uma pessoa que dê continuidade às políticas do argentino, que no início dessa semana se tornou notícia por afirmar apoiar a união civil entre homossexuais.

Entre os novos arcebispos está Wilton Gregory, de Washington D.C., que se tornará o primeiro cardeal afro-americano da história. Outros dois servem na América Latina: Celestino Aós Braco é o arcebispo de Santiago do Chile e Felipe Arizmendi Esquivel é o arcebispo emérito de San Cristóbal de Las Casas, no México. O anúncio surpresa foi feito ao final do Angelus, oração dominical em que ele se dirige aos peregrinos de sua janela com vista para a Praça de São Pedro. Ainda não está claro se o aumento das restrições por causa da segunda onda de coronavírus na Itália pode interferir nas cerimônias de oficialização.

*Com informações do Estadão Conteúdo