Na noite deste domingo (25), os chilenos já comemoraram ao saber dos resultados parciais do plebiscito, que já tem mais de 90% das urnas apuradas. Até agora, 78% dos votos são favoráveis ao fim da Constituição vigente, uma herança da ditatura de Augusto Pinochet. Menos de 21% se opunham à mudança. A votação, que estava inicialmente marcada para abril, foi adiada devido à pandemia do coronavírus.

O governo conservador do país concordou com a oposição de centro-esquerda em permitir o plebiscito após a eclosão de vastos protestos de rua realizados há um ano. Pesquisas recentes já indicavam forte apoio pela elaboração de um novo conjunto de normas. Após a votação, o presidente Sebastián Piñera afirmou: “Eu acredito que a imensa maioria dos chilenos querem mudar, modificar nossa constituição”.

Quando a medida for oficialmente aprovada, uma convenção especial deve começar a redigir uma nova constituição que será submetida ao voto em 2022. A maneira de se fazer a nova constituição também está vem jogo: eleitores escolherão entre um grupo de 155 cidadãos que serão eleitos apenas para esse propósito em abril, ou uma convenção maior, dividida igualmente entre delegados eleitos e parlamentares.
*Com informações de agências internacionais