Neste domingo (25), os manifestantes voltaram a tomar as ruas de Minsk, capital da Bielorrússia, para pressionar o presidente a deixar o cargo. Desde 1994, o país é governado por Alexander Lukashenko, apoiado pela Rússia e acusado de fraudar as suas consecutivas reeleições. Dessa vez, o povo colocou um ultimato e definiu que, caso a renúncia não fosse anunciada, o país entraria em greve geral. Como o líder não se pronunciou, nesta segunda-feira (26) a paralisação foi convocada pela líder de oposição Svetlana Tikhanovskaya, que se encontra exilada na Lituânia.

Ela afirmou que, desde manhã, “funcionários de empresas públicas e de fábricas do setor de transportes, mineiros, professores e alunos começaram a greve”. A mídia local, no entanto, reporta que apenas alguns estabelecimentos do centro da capital, como lojas, bares e restaurantes, estão fechados. No passado, a oposição falhou em mobilizar as fábricas, que voltaram a trabalhar depois de poucos dias de greve. Porém, a segunda-feira (26) de fato foi marcada por uma nova onda de protestos pelo país, que como de costume foi fortemente reprimida pela polícia.

*Com informações de agências internacionais