O rapper Thaíde e a cantora Fabiana Cozza participam do CD programado para 20 de novembro. ♪ Terceiro álbum de Geovana em quase 50 anos de carreira, Brilha sol tem lançamento programado para 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, inclusive no formato de CD. O primeiro single do álbum, A cura, chega ao mercado fonográfico na sexta-feira, 30 de outubro, com capa assinada por Elifas Andreato.
Com versos como “O amor é uma caixinha de segredo / Não tenha medo, pois quem guarda é o coração / Vou perguntar ao meu amigo realejo / Quando é que a sorte vai parar em nossas mãos”, o single A cura apresenta inédita (inspirada) composição de Geovana, arranjada e cantada na cadência nordestina do xote.
Capa do single ‘A cura’, de Geovana
Arte de Elifas Andreato
Com participações do Clube do Balanço, do músico Curumin, da cantora Fabiana Cozza, do rapper Thaíde e do sambista Luiz Grande (1946 – 2017), o álbum Brilha sol marca a volta ao disco, após 32 anos, dessa cantora e compositora de ascendência senegalesa nascida em 1948 na cidade do Rio de Janeiro (RJ) com o nome de Maria Tereza Gomes e residente na cidade de São Paulo (SP) desde o início dos anos 2000.
Maria Tereza virou Geovana em 1971, ano em que foi revelada ao defender o samba autoral Pisa nesse chão com força na segunda e última edição da Bienal do samba. Em 1975, favorecida pela abertura do mercado fonográfico para cantoras de samba, lançou na gravadora RCA o álbum Quem tem carinho me leva, disco que se tornou cultuado com o o tempo, tendo sido reeditado em CD em 2002.
Preterida na RCA em favor de Beth Carvalho (1946 – 2019), contratada pela gravadora em 1976 para enfrentar o reinado de Clara Nunes (1942 – 1983) na Odeon, Geovana acabou sendo posta à margem do mercado fonográfico e teve que esperar 13 anos para ter a oportunidade de lançar o segundo álbum, Canto pra qualquer cantar, editado em 1988 pela mesma gravadora (então denominada BMG-Ariola).
Geovana em estúdio com a cantora Fabiana Cozza, uma das convidadas do álbum ‘Briha sol’
Rafael Luvizetto / Divulgação
Brilha sol é o primeiro álbum de Geovana desde esse obscuro disco de 1988. Álbum viabilizado pelo Coletivo Sindicato do Samba, Brilha sol apresenta duas regravações em repertório essencialmente inédito e autoral, formado por parcerias de Geovana com Guilherme Lacerda.
Uma das músicas desse repertório é Atabaque das Antilhas (Geovana, 2019), composição apresentada pela artista no ano passado no Prêmio Grão de Música 2019 e gravada originalmente no disco que reuniu as 15 músicas finalistas dessa edição do prêmio.
Em Atabaque das Antilhas, Geovana ergue ponte que liga o Caribe até Angola e Congo, países da África, com bem conceitua o compositor e escritor Nei Lopes em texto escrito para a edição em CD do álbum Brilha sol.