País enfrenta 2ª onda de coronavírus e anunciou novas restrições no domingo (25). População se manifesta nas ruas contra medidas. Manifestantes vão às ruas da Itália protestar contra restrições para conter avanço da Covid-19
O mundo da cultura da Itália, desde o grande maestro Riccardo Muti passando pelos cineastas Marco Bellocchio e Nanni Moretti, protestou nesta terça-feira (27) contra as novas restrições de saúde impostas pelo governo para frear o aumento dos casos de coronavírus.
O fechamento das salas de cinema e de teatros decidido por decreto desencadeou um movimento de protesto pacífico por parte de atores, diretores, cantores e intelectuais, que pediram publicamente ao chefe de Governo, Giuseppe Conte, e ao ministro da Cultura, Dario Franceschini, que suspendam a medida.
Entre os manifestantes estão importantes diretores de cinema: Gianni Amelio, Pupi Avati, Marco Bellocchio, Nanni Moretti, Giuliano Montaldo, Paolo Taviani, Enrico Vanzina, Paolo Virzì. Todos estão preocupados com a crise desatada nesse setor após o primeiro confinamento de março e que corre o risco de se agravar com as novas medidas.
Manifestantes protestam neste sábado (24) em Roma, Itália, contra restrições imposta por governos locais contra o coronavírus
Mauro Scrobogna/LaPresse via AP
“Os novos decretos afetam o setor que mais se adaptou de maneira correta e respeitosa às medidas prescritas pelos protocolos sanitários”, alertam em um comunicado.
As poucas salas de cinema e de concertos que abriram nas distintas cidades da península, assim como os festivais realizados, implementaram dois lugares livres entre os espectadores, a obrigação de reservar a entrada online e o uso de máscara permanente.
“Segundo os últimos estudos, os teatros e as salas de concerto e de cinema estão entre os lugares mais seguros do país. Em virtude disso, não entendemos a lógica com a qual essas atividades foram suspensas”, lamentam os signatários.
Itália anuncia novas medidas de restrição contra o coronavírus
O primeiro-ministro respondeu nesta terça-feira com uma carta na qual manifesta seu respeito e admiração por esse setor, explica que “nunca o considerou supérfluo” e que o critério adotado foi o de “reduzir a socialização e as ocasiões de reunião, com o objetivo de diminuir drasticamente o número de contatos pessoais”.
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