Macas amontoadas, superlotação em UTIs e enfermarias, aglomeração entre pacientes e acompanhantes dormindo no chão. Essa é a situação do Hospital Estadual 28 de Agosto, em Manaus, um dos principais no tratamento da Covid-19 na região. A cena foi flagrada pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas, que realizou uma vistoria técnica no local. Para o presidente da entidade, Mário Viana, as irregularidades encontradas são muito preocupantes. O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas destaca que os profissionais de saúde têm encontrado imensas dificuldades no dia a dia de trabalho.

Para pacientes que não estão infectados, Mário Viana ressalta que os problemas se concentram na falta de equipamentos para exames ou procedimentos cirúrgicos. Segundo o médico, os problemas são antigos — no entanto, houve uma piora na oferta de serviços com a destinação de leitos para pacientes com coronavírus. Um novo avanço da doença no Amazonas, após quatro meses de flexibilização, tem causado quase 100% de ocupação de leitos de UTI no hospital referência para o tratamento da Covid-19, o Delphina Aziz.

Em outro hospital de retaguarda, o Platão Araújo, o número já chegou ao limite: 100% dos leitos ocupados. Para conter o problema, o governo do Amazonas já colocou em ação um plano de contingência para aumentar o número de leitos disponíveis para pacientes com Covid-19. Desde a segunda-feira (26), os hospitais públicos começaram a acelerar a realização de cirurgias para liberar pacientes internados que não se enquadram mais no regime de urgência. Até domingo, o Estado registrou 157.324 infectados pela doença e mais de 4 mil mortos.

*Com informações da repórter Letícia Santini