A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico afirma que a pandemia do coronavírus colabora para o debate do novo marco regulatório de saneamento básico. Christianne Dias Ferreira lembrou que o país tem cerca de 100 milhões de brasileiros sem acesso a esgoto tratado, além de 35 milhões sem água potável. Em tempos de Covid-19, a principal recomendação das autoridades de saúde é a higiene pessoal. Na opinião dela, será um desafio importante para a agência exercer o papel de órgão regulador federal. “Esse novo marco trouxe uma perspectiva bastante interessante, um prazo para a universalização e a perspectiva de selecionar prestador eficiente e vários outros incentivos.”

O presidente da Sabesp, a companhia de Saneamento Básico de São Paulo, concorda. Benedito Braga afirmou que a pandemia do coronavírus escancarou a importância da água e da coleta e tratamento de esgoto. “Existe a conhecida máxima de que cada dólar usado com saneamento economiza quatro gastos em saúde pública. Nunca se falou tanto em segurança hídrica e higiene pessoal.” O presidente da Sabesp lembrou ainda que para garantir a universalização do saneamento básico até 2030 são necessários US$ 650 bilhões. Ele lembrou, no entanto, que não é preciso ter apenas investimentos financeiros, mas também vontade política para alcançar a esse objetivo.

*Com informações da repórter Nicole Fusco