O Banco Mundial liberou um empréstimo de US$ 1 bilhão para que o Brasil possa ampliar a abrangência do programa Bolsa Família. A expectativa da instituição é que cerca de 3 milhões de pessoas, incluindo mulheres, crianças e jovens, indígenas e outras minorias, sejam beneficiadas por meio do financiamento de transferência de renda. A medida faz parte de um projeto que vem sendo desenvolvido pelo Banco para garantir assistência à pessoas que tiveram a renda afetada pela pandemia da Covid-19.

Ao todo, a instituição disponibilizou mais de US$ 160 bilhões em apoio financeiro para ajudar mais de 100 países. No caso do Brasil, segundo o Banco, a incerteza sobre a trajetória da pandemia e a perspectiva de aumento da pobreza tornam cruciais a expansão do Bolsa Família e a proteção dos mais pobres. A avaliação é que a transferência condicional de renda se fará necessária, também, para garantir a volta a normalidade, já que pode incentivar as famílias a procurarem os serviços de saúde e a garantir que as crianças e jovens voltem às aulas quando as escolas forem reabertas.

De acordo com a instituição financeira, antes da pandemia, aproximadamente 13 milhões de famílias estavam cadastradas no Bolsa Família. O empréstimo deve impactar mais cerca de 1,2 milhão de lares, o que corresponderia à 3 milhões de pessoas. Como contrapartida, uma vez cadastradas no programa, as famílias beneficiárias deverão assegurar a frequência escolar das crianças filhos e a realização dos exames médicos de rotina.

O Banco Mundial vai oferecer assistência técnica ao Ministério da Cidadania, em coordenação com outros doadores bilaterais, para avaliar os impactos potenciais das mudanças e ajudar as famílias beneficiárias a contribuírem para a recuperação econômica. A ideia é reunir as lições aprendidas sobre os programas de proteção social emergenciais no Brasil e no mundo. O empréstimo tem garantia da União e poderá ser pago em pouco mais de 7 anos.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado