O resultado da eleição presidencial norte-americana não deve provocar grandes mudanças na relação entre Estados Unidos e China. Na avaliação de especialistas, a tensão entre as duas potências tende a continuar, seja com a reeleição de Donald Trump ou com a vitória de Joe Biden. Para o professor de Relações Internacionais da USP, Alexandre Uehara, coordenador do Grupo de Estudos sobre Ásia, a principal diferença no caso de um eventual governo democrata seria a busca de apoio de países europeus na disputa contra os asiáticos.

“Pela própria proposta de campanha que vem sendo feita, o candidato Biden indica que buscará uma rearticulação com os tradicionais parceiros dos EUA, como Europa. Nesse sentido deverá ser uma relação mais coletiva e menos isolada.” Já o professor de Relações Internacionais da FMU, Manuel Furriela reitera que, caso chegue ao segundo mandato, Trump deverá se esforçar para resolver questões que não foram solucionadas na primeira fase do acordo comercial. “Esse importante acordo trouxe grandes avanços para os interesses americanos, mas ficaram pendentes ajustes e termos adicionais como a importante proteção a propriedade industrial, intelectual, direitos autorais e no combate a pirataria.” A eleição nos Estados Unidos será nesta terça-feira (3).

*Com informações do repórter Vitor Brown