Joe Biden voltou a se pronunciar nesta quarta-feira, 04, antes do término da contagem dos votos para a presidência dos Estados Unidos. Desta vez o candidato democrata discursou para apoiadores num palco montado em Delaware, cidade onde mora, ao lado de sua vice, Kamala Harris. Mesmo otimista e à frente de Trump no número de delegados (237 a 214), Biden evitou cantar a vitória antes da hora e disse que todos os votos precisam ser contados. “Depois de uma longa noite de contagem, está claro que estamos ganhando estados suficientes para conquistar os 270 delegados e vencer a eleição. Não estou aqui para declarar a minha vitória, mas quero dizer que quando a contagem acabar, nós seremos os vencedores. Acreditamos isso. Nós vencemos no Wisconsin e em Michigan temos uma margem de 25 mil votos. Me sinto muito confortável pela Pensilvânia, porque todos os votos remanescentes que faltam ser contados foram enviados pelo correio, e nós vínhamos vencendo 75% dos votos pelo correio. Para mim, o que tem mais significado é que vencemos na maioria da população e essa liderança vai aumentar”, disse.

Biden também fez questão de ressaltar que o seu governo será para todos e voltou a repetir que ‘não haverá estados vermelhos ou azuis, só os Estados Unidos da América‘. “Quando essa eleição passar, precisaremos deixar a retórica dura da campanha para trás, baixar a temperatura e ouvir uns aos outros, respeitando, cuidando um dos outros. Unir, curar, para que nos unamos como uma nação. Não vai ser fácil, eu não sou ingênuo. Sei como é difícil, mas também sei que para avançar temos que parar de tratar nossos oponentes como inimigos. O que nos une como americanos é mais forte do que qualquer coisa que pode nos separar. Eu e os democratas vamos defender nossa campanha e vamos ser presidente do país. A presidência não é um partido é o cargo mais importante do país, e representa todos. Vou trabalhar tão duro para as pessoas que não votaram em mim como para as pessoas que votaram em mim. Todos os votos precisam ser contados, ninguém vai nos tirar a democracia”, complementou, fazendo alusão às críticas de Donald Trump sobre o processo de votação pelo correio.

O democrata agradeceu aos  150 milhões de eleitores que votaram nesta terça-feira, mesmo durante uma pandemia. Além disso, ele fez questão de ressaltar que sua chapa com Harris já recebeu mais votos do que a campanha de Barack Obama em 2008 e projetou mais. “A senadora Harris e eu estamos a caminho de ganhar mais votos do que qualquer chapa na história desse país, mais de 70 milhões de votos. Só três campanhas derrotaram o presidente que estava no poder, seremos o quarto, e é um grande fato”, finalizou.