A campanha do candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira, 4, que vai à Justiça pedir a suspensão da contagem de votos na Pensilvânia, onde o atual presidente estava, até às 20h30min, com 51,6%, e Biden com 47,3%. No entanto, a expectativa é que o jogo vire a favor de Biden, visto que muitos votos enviados pelo correio ainda não foram contabilizados. Segundo os responsáveis pela campanha do republicano, as autoridades eleitorais proibiram os fiscais do partido – que acompanham a contagem – de se aproximarem a menos de 7,6 metros. Em publicação nas redes sociais, Trump questionou as “possíveis fraudes” nas eleições. “Nossos advogados pediram ‘acesso significativo’, mas de que adianta? O dano já foi feito à integridade de nosso sistema e à própria Eleição Presidencial. Isso é o que deve ser discutido!”, escreveu.

Em comunicado, o vice-diretor da campanha do republicano, Justin Clark, criticou a “falta de transparência” nas contagens de votos. “Estamos processando para suspender temporariamente a contagem até que haja transparência significativa e que os republicanos possam garantir que todas as contagens sejam feitas de acordo com a lei”, disse. Trump também exige a suspensão e recontagem nos estados do Michigan e em Winsconsin, onde acusa que tenha havido fraudes. Em uma publicação no Twitter, escreveu: “Estão trabalhando duro para fazer desaparecer 500 000 votos na Pensilvânia – o mais rápido possível. Da mesma forma, em Michigan e outros”. Em outra, ele afirma: “Estão encontrando votos para Biden por todos os lugares – na Pensilvânia, Wisconsin, Michigan. Tão ruim para o nosso país!”. Segundo ele, no Michigan “houve um grande número de cédulas rejeitadas secretamente”, além de ter “sido negado à equipe de campanha o acesso para observar a abertura das cédulas”. Biden saiu na frente no estado, com 49,9% dos votos, frente 48,6% de Trump. Em Winsconsin, o democrata levou 49,6%, contra 48,9% do republicano.