Nesta terça-feira (3), um tribunal federal de Washington, nos Estados Unidos, ordenou uma inspeção minuciosa nas instalações de processamento de 20 serviços postais em 15 distritos do país. Isso inclui alguns dos estados cruciais para o resultado das eleições presidenciais, como a Flórida, o Michigan, a Pensilvânia, a Geórgia e o Wisconsin. A ideia é garantir que votos enviados pelo correio que tenham sido extraviados sejam enviados imediatamente. A medida foi decretada pelo juiz Emmet Sullivan, atendendo a pedidos de várias organizações de direitos civis, que alegam que em alguns desses estados houve atraso no processamento de votos por correio, o que pode fazer com que eles não cheguem a tempo de serem contabilizados.

O diretor-geral do serviço postal, Louis DeJoy, nomeado pelo presidente Donald Trump, adotou há alguns meses uma série de medidas que afetaram os tempos de entregas dos correios, o que foi duramente criticado devido à proximidade das eleições. Dados apresentados ao tribunal indicam que o serviço postal admitiu que cerca de 300 mil votos enviados por correio em todo o país foram dados como recebidos sem que tivessem saído. O extravio dessa dimensão, equivalente à metade da população de Wyoming, preocupou as organizações defensoras do direito ao voto. De acordo com a organização US Election Project, ao menos 65 milhões de americanos votaram por correio nestas eleições, um alto volume devido à pandemia de Covid-19.

*Com informações da EFE