A Áustria segue com nível de alerta máximo desde que o centro da sua capital, Viena, foi alvo de um ataque a tiros que causou a morte de quatro pessoas e deixou 20 feridos na segunda-feira (2). O tiroteio teve início por volta das 20h do horário local e aconteceu perto de uma sinagoga, sendo que testemunhas falavam inicialmente na presença de mais de um atirador. No dia seguinte, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque terrorista através de um de seus canais de propaganda. Nesta quarta-feira (4), foi confirmado que apenas uma pessoa atuou na ação.

O único autor do crime seria, portanto, Kujtim Fejzulai, que apesar de ter nascido em Viena, era filho de pais de origem albanesa e macedônia. O jovem, de apenas 20 anos, já havia sido condenado a 22 meses de prisão por tentar se juntar ao Estado Islâmico na Síria. Ele foi libertado por bom comportamento e por seguir um programa de desradicalização. Na noite do ataque, que durou nove minutos, Fejzulai acabou sendo morto pela polícia enquanto portava um fuzil, uma pistola automática e um facão. As autoridades locais também prenderam de forma provisória 14 suspeitos, que seriam familiares e pessoas próximas do criminoso ainda sob investigação. Enquanto isso, o país segue com nível de alerta máximo.

Ainda nesta quarta-feira (4), a polícia da Eslováquia, nação que faz fronteira com a Áustria, afirmou que o terrorista Kujtim Fejzulai já tentara adquirir munições em seu território no verão passado. A venda não foi realizada porque o jovem não possuía a permissão necessária para a compra. No entanto, chama atenção o fato dele estar acompanhado de um outro homem nessa ocasião.

*Com informações da EFE