Na eleição deste ano, além da disputa pela Casa Branca, os eleitores nos Estados Unidos estão decidindo sobre outros temas. Na costa oeste, o Oregon descriminalizou o porte de pequenas quantidades de drogas, inclusive, cocaína, heroína e metanfetamina. Após a decisão, quem for flagrado em posse dessas substâncias não será preso ou condenado, mas terá que pagar uma multa de cerca de US$ 100 e deverá fazer uma consulta médica gratuita para se livrar do vício. Ao mesmo tempo, o uso terapêutico de cogumelos psicodélicos também foi autorizado no estado e no Distrito de Columbia, onde fica a capital Washington. Em 2014, o Oregon, com forte tradição progressista, já havia aprovado o uso recreativo da cannabis. Agora, outros cinco estados discutiram a questão. Arizona, Nova Jersey e Montana liberaram a maconha para uso recreativo; o Mississipi, para uso medicinal; e a Dakota do Sul, para os dois casos. Com a mudança, o uso recreativo da substância é liberado em estados que somam 1/3 da população norte-americana.

No Colorado e na Louisiana, os cidadão votaram em propostas para alterar legislações estaduais sobre aborto. No Colorado, 59% decidiram não limitar o aborto até a 22ª semana de gestação. Enquanto na Louisiana, 62% concordaram em acrescentar à Constituição estadual a afirmação de que o estado não protege o aborto como um direito e não é obrigado a financiá-lo. Como o procedimento é legal em todos os 50 estados do país desde 1973, a decisão no estado não tem efeito imediato e pode vigorar se a lei federal sobre o tema for derrubada.

Já na Califórnia, 58% dos moradores entenderam que motoristas de aplicativos não devem ser considerados funcionários. A vitória significa que as empresas podem contratar motoristas como trabalhadores independentes e não precisam oferecer garantias trabalhistas. Em contrapartida, a proposta aprova, com o aval das empresas, a garantia, por exemplo, de uma renda mínima e de uma contribuição para a aquisição de seguro-saúde. Em janeiro uma lei aprovada no estado obrigou que os motoristas sejam contratados e tenham benefícios sociais.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni