O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que adotou novas medidas de segurança para a realização das eleições municipais de 2020. O anúncio foi feito depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi alvo de um ataque cibernético na última terça-feira, 3, que fez com que sessões fossem interrompidas. Em nota, o TSE informou que, devido à proximidade do pleito, a segurança já seria reforçada normalmente com medidas preventivas e um plantão de monitoramento. Entretanto, a Corte afirmou que o “cenário excepcional” fez com “novas providências” fossem adotadas.

A nota do TSE ressaltou ainda que os ataques não colocam em risco a rede criptografada das urnas eletrônicas, uma vez que o equipamento funciona sem qualquer conexão de rede. “Aproveitamos para lembrar que a urna eletrônica brasileira foi projetada para funcionar sem estar conectada a qualquer dispositivo de rede, seja por cabo, wi-fi ou bluetooth. Ou seja, a urna é um equipamento isolado, o que preserva um dos requisitos básicos de segurança do sistema”, disse o TSE, que completou: “Além disso, a totalização dos votos após o envio das informações pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) funciona por meio de rede privativa criptografada”.

Vírus no Ministério da Saúde

Ainda nesta quinta, o Ministério da Saúde informou que a existência de um vírus foi identificada em estações de trabalho da pasta nesta manhã. Alegando motivos de segurança, o Departamento de Informática do SUS (DataSUS) bloqueou o acesso à internet e aos sistemas de telefone para tentar evitar uma propagação do vírus. A pasta informou ainda que não acredita que o vírus seja uma tentativa de invasão, uma vez que a integridade dos dados não foi comprometida.

O MS informou, ainda, que o bloqueio foi limitado à apenas algumas estações de trabalho da pasta, não comprometendo os servidores. No momento, todos os sistemas estão funcionando, mas alguns registram lentidão provocada pelas medidas de segurança adotadas. A pasta confirmou que a equipe do DataSUS está trabalhando para investigar a origem do problema e restabelecer o acesso seguro dos colaboradores.

Invasão ao STJ

Na última terça-feira, 3, o STJ sofreu uma invasão durante a realização de sessões. Por conta disso, o presidente da Corte, ministro Humberto Martins, determinou a suspensão das atividades judiciais e uma mudança nos prazos processuais, que voltarão ao normal a partir da próxima segunda-feira, 9. Na tarde desta quinta, 5, a Polícia Federal (PF), informou que foi instaurado um inquérito para investigar as condições em que a invasão aconteceu. No momento, ministros, servidores, estagiários e terceirizados foram instruídos a não acessarem equipamentos que estejam conectados ao sistema da Corte.