O mundo segue na expectativa para saber quem será o próximo presidente dos Estados Unidos. Em números absolutos, Joe Biden está na frente e já superou a marca de 70 milhões de votos, um recorde. Mas, o que conta é o número de delegados, e, em alguns estados, a disputa está tão acirrada que não é possível cravar o ganhador. Nesta quarta-feira, 04, o democrata evitou cantar vitória antecipada, mas afirmou que quando todos os votos forem contados ele acredita que será o vencedor. No discurso, ele adotou um tom conciliador e disse que vai governar para todos os cidadãos norte-americanos.

No momento, Joe Biden lidera, com uma margem muito apertada no Arizona e em Nevada, e, se garantir os dois estados, chega a exatamente 270 delegados e estará eleito. Nesta quarta-feira, o democrata levou dois decisivos estados do cinturão da ferrugem: Michigan e Wisconsin. Após a vitória de Biden nas duas localidades, o gerente da campanha de Trump, Bill Stepien, afirmou que pedirá a recontagem de votos, alegando possível fraude eleitoral. Enquanto isso, na Pensilvânia e Carolina do Norte Donald Trump segue na dianteira. Na Geórgia, estado com 98% dos votos apurados e vantagem republicana, a diferença diminuiu a pouco mais de 22 mil votos, o que pode possibilitar uma virada democrata.

A Pensilvânia se encaminha para ser o estado que levará mais tempo para declarar um vencedor. Trump segue à frente, mas agora estão sendo contabilizados votos antecipados, o que deve favorecer Biden. A campanha de Donald Trump afirmou disse que estava entrando na Justiça para interromper a contagem, acusando as autoridades eleitorais de proibirem seus “observadores” de se aproximarem. O governador da Pensilvânia, o democrata Tom Wolf, reagiu, dizendo que impedir a contagem vai contra os princípios mais básicos da democracia. Durante a noite desta quarta-feira, manifestações foram registradas em vários pontos dos Estados Unidos como Boston, Portland e Mineápolis.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni