Nesta quarta-feira, 4, as vitórias de Joe Biden no Michigan e no Wisconsin consolidaram a sua liderança nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas não excluíram a possibilidade do presidente Donald Trump conquistar o número de votos no Colégio Eleitoral que precisa para ser reeleito. Por esse motivo, democratas e republicanos aguardam com ansiedade o fim da apuração na Carolina do Norte, na Geórgia, em Nevada e na Pensilvânia. Enquanto isso, o Arizona é motivo de discordância entre os veículos de comunicação norte-americanos. Enquanto a agência de notícias The Associated Press e a emissora CNN asseguram a vitória de Biden no estado, para o jornal The New York Times e a emissora Fox News o resultado ali ainda é incerto. Com a conquista do Arizona, o democrata teria um total de 264 votos no Colégio Eleitoral e precisaria apenas de mais 6 para vencer. Sem a vitória no estado, faltariam 17 delegados.

Até a manhã desta quinta-feira, 5, Biden detinha a liderança em Nevada, que deve retomar a contagem das cédulas nas próximas horas. Ali, segundo a The Associated Press, 49,3% dos votos são favoráveis ao democrata, contra 48,7% ao republicano. A disputa também está acirrada na Geórgia, onde Trump lidera com 49,6% dos votos, uma diferença pequena para os 49,2% de Biden. A diferença é um pouco maior na Carolina do Norte, com 50,1% dos votos para o republicano e 48,7% para o democrata, e na Pensilvânia, com 50,7% dos votos para Trump e 48,1% para Biden. Como Nevada representaria exatos 6 pontos no Colégio Eleitoral, a vitória de Biden ali e no Arizona bastariam para ele ser eleito o novo presidente dos Estados Unidos. Já a reeleição de Trump aconteceria se, além de obter os 20 pontos da Pensilvânia, os 16 da Geórgia e os 15 da Carolina do Norte, o republicano levasse também Nevada.

Em um discurso feito na noite desta quarta-feira, Joe Biden se recusou a declarar vitória antes do final da contagem, mas afirmou que está confiante sobre a Pensilvânia, onde os votos remanescentes foram enviados pelo correio. Segundo o democrata, seu partido tem sido o escolhido em 75% dos votos que foram feitos nesse modelo. Em seu perfil oficial no Twitter, ele reiterou que “todo voto deve ser contado” e que “Donald Trump não decide o resultado dessas eleições e nem eu. O povo americano decide”. Enquanto isso, o presidente começou a levantar questionamentos sobre a validade das eleições. Sua campanha pediu a interrupção da contagem de votos na Geórgia e na Pensilvânia, além da recontagem dos votos em Wisconsin, onde Biden venceu. Através do Twitter, Donald Trump escreveu: “Parem a contagem!”. Em outro, afirmou que “o dano já foi feito à integridade do nosso sistema e da eleição presidencial em si”.