Na tarde desta quinta-feira (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que contestará legalmente a apuração em todos os estados onde foram declaradas as mais recentes vitórias de Joe Biden. Ele alega que a acusação será por fraude eleitoral e que existem “provas o suficiente” do crime, que poderiam ser conferidas na própria mídia norte-americana. A declaração foi feita através do seu perfil oficial no Twitter, onde o republicano tem feito uma série de críticas e ameaças em relação à contagem dos votos das eleições. Só nas últimas horas, o presidente escreveu em caixa alta “Parem a fraude!” e “Parem a contagem!”, além de afirmar falsamente que “qualquer voto que chegou depois do dia das eleições não será contado”. A campanha de Donald Trump já pediu a interrupção da contagem de votos na Geórgia e na Pensilvânia, além da recontagem dos votos em Wisconsin, onde Joe Biden teria vencido.

Mais cedo, Donald Trump também utilizou a rede social para clamar a sua vitória na Pensilvânia, na Geórgia e na Carolina do Norte, onde a contagem das cédulas ainda não terminou. O presidente também reivindicou o estado do Michigan, vencido por Joe Biden, alegando que “houve um grande número de cédulas rejeitadas secretamente, como foi amplamente relatado”. As postagens tem recebido um selo de alerta do Twitter criado especialmente para eleições norte-americanas, que avisa o usuário de que os conteúdos compartilhados “são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico”. Nesse contexto, Mitch McConnell e Marco Rubio, senadores e principais líderes do partido republicano, não demonstraram apoio às acusações de Trump. “Levar dias para apurar os votos, legalmente, não é uma fraude”, escreveu Rubio em seu perfil no Twitter.

Ações Judiciais

Segundo as agências de notícia norte-americanas, Donald Trump entrou com ações judiciais em pelo menos cinco estados do país. Os advogados do presidente concentram a atenção na Pensilvânia, onde entraram com um processo para tentar impedir que o estado aceite votos por correio que foram recebidos depois do dia oficial das eleições, 3 de novembro. No Michigan, o pedido é pela paralisação da apuração, sob o argumento de que os represantes do partido não tiveram acesso à contagem. O mesmo acontece em Nevada, onde os advogados alegam que cerca de 10 mil pessoas votaram sem de fato morar no estado. A Justiça ainda avalia esses casos, mas já rejeitou um pedido de monitorar a situação no condado de Cantham, na Geórgia. Trump também pediu a recontagem dos votos em Wisconsin, um direito seu já que a diferença entre ele e o seu opositor, Joe Biden, foi de menos de 1%. O processo deve ser realizado entre os dias 10 e 17 de novembro.