As operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo abriram suas redes de telefonia, em roaming, no Amapá, para facilitar o acesso da população aos serviços de telefonia e internet, afirmou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, neste sábado, 7. Desde a noite de terça-feira, 3, o Estado enfrenta um apagão que deixou quase todos os municípios sem o fornecimento de energia elétrica. Segundo o ministro, os usuários podem usar qualquer rede de conexão disponível sem custo adicional, mesmo que não tenham contratado o serviço. O roaming ocorre quando uma linha de celular é ativada fora da área de cobertura de uma operadora e precisa usar uma segunda rede, de outra operadora. A depender da operadora, o uso do roaming pode ser cobrado do usuário.

Desde o apagão, diversos serviços de comunicação têm funcionado de forma precária no Amapá, a exemplo das redes de telefonia fixa, móvel e de internet. As operadoras disponibilizaram equipes e também geradores próprios de energia para manter suas redes em funcionamento.Nesta sexta-feira, 6, Faria reconheceu a precariedade da operação. “Os serviços de telecomunicações funcionam por geradores, de maneira precária”, disse em sua conta no Twitter. Ainda de acordo com o ministro, a pasta tem atuado junto ao comitê de crise criado pelo Ministério de Minas e Energia para viabilizar combustível para os geradores das operadoras de telecom.

Neste sábado, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que o sistema elétrico da capital, Macapá, voltou a ser conectado à rede de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN), após terem sido concluídos os reparos em um dos transformadores da Subestação Macapá durante a madrugada. Com isso, segundo nota divulgada pela pasta, o retorno do fornecimento de energia será gradativo, “prezando pela segurança e confiabilidade do atendimento de energia elétrica aos consumidores”.

Segundo o governo estadual, no decorrer da manhã a situação começou a se normalizar nas principais cidades. Em Macapá, a maioria dos bairros já estava recebendo energia, bem como no segundo maior município, que é Santana. As cidades localizadas nos extremos do estado (Oiapoque e Laranjal) também começaram a receber energia. O governo estuda a possibilidade de adotar racionamento, com reativação e desligamento de energia a cada seis horas em todo o território amapaense, até a normalização do fornecimento.