De acordo com especialistas em preservação oceânica, a criação de salmão em gaiolas, está deteriorando a costa chilena e os ecossistemas patagônicos. Isso porque resíduos, excesso de ração e produtos químicos usados na criação dos peixes estão transformando a fauna e flora oceânica. Outro problema são os antibióticos e corantes presentes na alimentação oferecida nos criadouros para garantir o tom alaranjado da carne.

O Oceanógrafo, engenheiro costeiro e ambiental David Zee explica que o salmão foge do cativeiro e acaba com os peixes nativos, devorando-os ou competindo por alimento com eles. “A produção em cativeiro do salmão na região da Patagônia entre o Chile e a Argentina produzem muitos impactos ao meio ambiente local. Primeiramente pela grane quantidade de nutrientes que se joga nesses confinamentos para que ela possa alimentar os peixes e esse excesso de alimentos vai contaminar as águas fazendo com que haja a produção da maré vermelha, contaminando todo aquele ecossistema da região. As fazendas de salmão surgiram nos anos 1980 no Chile. Atualmente, o país sul-americano é segundo maior produtor mundial desse pescado com 800 mil toneladas anuais.

São Paulo é o segundo maior produtor de peixe de cultivo do Brasil, ficando atrás apenas do Paraná. Ano passado, foram produzidas mais de 70 mil toneladas. A expectativa para esse ano é boa, primeiro pela manutenção do mercado interno e, em segundo lugar, pelo crescimento das exportações. Mesmo com a pandemia, os produtores de peixes de cultivo esperam um crescimento de 5% na produção neste ano. Em 2019, foram vendidas 758 mil toneladas de pescado.

*Com informações do repórter Victor Moraes