Passados dois dias desde que Joe Biden foi eleito o próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ainda se recusa a reconhecer a sua derrota. No sentido prático, a implicação mais contundente disso é a não assinatura de uma carta oficial da Administração de Serviços Gerais, que permite que o democrata inicie formalmente o processo de transição do poder. Segundo o jornal norte-americano USA Today, a administradora do órgão, Emily Murphy, que foi pessoalmente indicada por Trump, afirmou que ainda não está claro quem é o vencedor das eleições.

Sem a autorização, Biden não possui acesso a informações burocráticas e nem a um recurso estimado de US$ 9,9 milhões para pagar os seus funcionários. Por enquanto, o democrata só recebeu uma autorização para estabelecer um escritório provisório em Washington. Desde que foi criada a Lei da Transição Presidencial em 1963, o processo sempre aconteceu sem grandes atrasos. Apesar dos republicanos terem sido vitoriosos em metade dos cargos disponíveis para o Senado, Trump alega que as eleições de 2020 foram fraudadas a favor dos democratas e prometeu mover ações judiciais para contestar os votos que Biden recebeu.

Através da sua conta oficial no Twitter, a assessora de transição do democrata, Jen Psaki, afirmou que está esperando que a Administração de Serviços Gerais determine em breve Joe Biden e Kamala Harris como presidente e vice-presidente eleitos.  “A segurança nacional e os interesses econômicos da América dependem da sinalização do governo federal de maneira clara e rápida que o governo dos Estados Unidos respeitará a vontade do povo americano e se envolverá em uma transferência de poder tranquila e pacífica”, acrescentou. Enquanto isso, Joe Biden sinalizou nesta segunda-feira (9) que já formou um conselho consultivo para o combate à Covid-19 e que é importante que medidas sejam tomadas antes mesmo da sua posse em 20 de janeiro de 2021.