Nesta quarta-feira, 18, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, decretou o fechamento das escolas públicas por um “excesso de precaução”. A decisão tem como objetivo diminuir a transmissão do novo coronavírus em uma semana em que 3% de todos os testes de Covid-19 realizados na cidade deram positivo. Os estudantes continuarão tendo aulas remotas até que as autoridades locais considerem que o retorno às salas de aula é seguro, apesar do prefeito afirmar que deseja que isso aconteça “o mais rápido possível”. Blasio foi o primeiro prefeito de uma grande cidade dos Estados Unidos a reabrir as escolas.

Para o jornal The New York Times, esse é o revés mais significativo na recuperação de Nova York até agora. Segundo uma de suas reportagens, as transmissões de vírus dentro das escolas permaneceu baixa desde a volta às aulas presenciais em setembro, o que leva a crer que esse não foi o motivo para o aumento no número de casos de Covid-19. O veículo de mídia local também aponta que os restaurantes e as academias da cidade permanecerão abertas e que os trabalhadores não-essenciais continuarão indo até os seus escritórios em transportes públicos. A decisão do fechamento das escolas tem, portanto, causado insatisfação entre os pais.

Os Estados Unidos está vivendo uma nova onda de coronavírus ainda mais forte que a primeira. No domingo, 15, o país superou a marca de 11 milhões de casos confirmados de Covid-19, sendo que 248 mil levaram ao óbito do paciente. Dessa forma, a nação é a líder global tanto em número de notificações quanto no número de mortes. Um relatório da Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgado na terça-feira, 17, indica que um milhão de bebês, crianças e adolescentes contraíram a doença. X