A Pfizer e a BioNTech publicaram declaração conjunta indicando que a segurança de sua vacina contra a Covid-19  não foi comprometida em razão dos cybertaques ocorridos nesta quarta-feira, 9. Segundo as empresas, a agência reguladora europeia (EMA, na sigla em inglês) foi atacada por hackers nesta manhã e documentos submetidos ao órgão foram acessados irregularmente. Porém, o sistema das companhias farmacêuticas não foi afetado, e nenhuma identidade dos participante dos testes foi revelada. As companhias informaram ainda que, de acordo com a EMA, o incidente não terá impacto no tempo de avaliação da vacina. A EMA confirmou por comunicado que foi vítima de um cyberataque nesta quarta e que está investigando o ocorrido, em cooperação com agentes da lei. Pfizer e BioNTech afirmam que aguardam mais informações sobre o caso e que vão agir “apropriadamente” conforme as leis da União Europeia.

O Reino Unido iniciou, nesta terça-feira, 8, a vacinação contra o coronavírus com o produto da Pfizer e BioNTech. Canadá e México informaram que aprovaram o uso emergencial do imunizante, e que a vacinação deve começar nos próximos dias nos países. O FDA (Food and Drug Administration), órgão americano equivalente à Anvisa, anunciou que os dados apresentados são eficazes e estão de acordo com as suas orientações para uso emergencial nos Estados Unidos. A agência reguladora do Reino Unido, Medicines and Healthcare products Regulatory Agency (MHRA), pediu para que as pessoas com histórico de alergias não tomem a vacina da Pfizer. O alerta aconteceu após dois funcionários do NHS (SUS britânico) terem reação após receber o imunizante. A identidade deles não foi revelada e nem em quais hospitais receberam as doses. De acordo com informações, eles teriam tido “reação anafilactóide” — mas ambos de recuperam bem. Agora, a orientação é que a vacina não seja aplicada nesses indivíduos.