Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas em uma explosão, seguida de incêndio, em um prédio da Rua de Santa Marta, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. O edifício desabou parcialmente. Os cinco feridos foram transportados para o Hospital de São José. Quatro já tiveram alta hospitalar  e um continua internado em estado grave com queimaduras. Os bombeiros continuam as buscas para verificar se há mais vítimas debaixo dos escombros do prédio de quatro andares. O alerta foi dado no início deste domingo, 20, e foram enviados bombeiros e integrantes do Instituto Nacional de Emergência Médica (Inem) de Portugal para o local. As primeiras imagens – de vídeo amador – captadas na região da explosão mostram uma coluna de fumaça.

 

 

O vereador Carlos Manuel Castro, da Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa, disse que equipes procurar eventuais vítimas. “A indicação que temos é que no edifício viviam nove pessoas. Dessas nove, há duas que já foram contatadas, não estavam no edifício. Em princípio, tudo indica que há cinco pessoas feridas, só nos falta confirmar se são pessoas do edifício ou pessoas que passavam por lá. Nesse sentido, temos aqui a suspeita de que faltam duas pessoas. Vamos avançar com a equipe de buscas do Regimento de Bombeiro”, afirmou o vereador. Segundo ele, os primeiros dados indicam que houve uma explosão de gás.

Trabalho de buscas

Mais de 80 integrantes de forças de segurança, bombeiros e técnicos municipais de engenharia civil trabalham no local. Moradores de edifícios próximos já foram retirados e identificados pelos serviços municipais. O comandante dos Bombeiros de Lisboa, Tiago Lopes, confirmou a mobilização de equipes para a busca de eventuais vítimas sob os escombros. “Uma das paredes laterais do edifício não inspira muita confiança, está em risco de queda, o que faz com que os nossos bombeiros não possam fazer as buscas pelo interior”, explicou. “Caso os cães não detectem qualquer vida, teremos que entrar com uma remoção [de escombros] de forma meticulosa para não criar mais danos aos edifícios adjacentes”, acrescentou, lembrando que é um trabalho que pode demorar horas.

Segundo o vereador Carlos Castro, as equipes enfrentam no momento dois problemas: a umidade e a fumaça. Ele informou, ainda, que com a ajuda de um drone foi possível perceber que no interior do edifício há ainda material em combustão e, portanto, não é possível neste momento ter acesso ao interior. “O que vamos fazer agora, de forma minuciosa, é começar a retirar os escombros que se encontram na rua de forma a ter acesso ao prédio com maior segurança”.

* Com Agência Brasil