A farmacêutica alemã BioNTech está testando a eficiência de sua vacina contra a Covid-19 em relação à nova cepa do coronavírus que foi detectada no Reino Unido. Os testes estão sendo realizados antes do envio de 12,5 milhões de doses para a União Europeia, que aprovou o imunizante desenvolvido em parceria com a Pfizer nesta segunda-feira, 21. O co-fundador da BioNTech, Ugur Sahin, demonstrou confiança de que a fórmula também será eficaz contra a variação, já que durante os últimos meses de desenvolvimento da vacina eles observaram que ela era capaz de combater “uma série de variantes do vírus”. O médico reconheceu que o fato da nova cepa ser composta por um total de nove mutações diferentes é um fator agravante, mas reiterou que ainda assim “é muito provável” que a proteção dos vacinados continue garantida. Ele acrescentou que em cerca de duas semanas a BioNTech e a Pfizer terão dados a esse respeito.

Independentemente dos resultados, Ugur Sahin destacou que “a beleza da tecnologia do mRNA”, em que sua vacina se baseia, é que ela permite que uma vacina seja “redesenhada” muito rapidamente. “Tecnicamente, uma nova vacina poderia ser desenvolvida em cerca de seis semanas”, afirmou. No entanto, é preciso considerar que o processo também inclui a autorização pelos órgãos competentes para só então ser aplicada na população.

*Com informações da EFE