A Itália começou nesta quinta-feira, 24, um confinamento para evitar aglomerações de pessoas durante o Natal, diante de uma curva de contágio que não desce como o esperado e com cerca de 15 mil casos diários de coronavírus. Na quarta-feira, 23, a Itália chegou a marca de 70 mil vítimas da Covid-19 desde o início da pandemia. O governo decretou que a partir desta quarta até o próximo dia 27, e posteriormente de 31 de dezembro a 6 de janeiro, toda a Itália, e não apenas algumas regiões, estará na zona vermelha e não será possível sair de casa sem uma razão justificada para trabalhar, ir às compras ou alguma emergência, e todos os estabelecimentos estão fechados, exceto farmácias e supermercados.

Além disso, não é permitida a circulação entre municípios e aglomerações familiares em massa, mas nestas datas foi introduzida uma exceção para permitir visitas a familiares, apenas mais duas pessoas do núcleo familiar (sem contar os menores de 14 anos). Por esse motivo, os postos de controle foram intensificados tanto nos centros das cidades, quanto nas vias de saída. As pessoas deverão apresentar declaração que comprove as razões da sua mobilidade. Tal como aconteceu com o rigoroso confinamento em março, todas as atividades não essenciais serão fechadas. Além disso, bares e restaurantes só poderão funcionar para serviço de entrega. No entanto, o deslocamento para segundas residências dentro da mesma região está permitido. É permitida a prática de esportes “perto de casa e desde que respeitada a distância de pelo menos um metro e com a obrigatoriedade do uso de máscara”. Também entre as justificativas pode estar incluída a ida hoje à tradicional Missa do Galo, que foi antecipada para a tarde, com o objetivo de cumprir o toque de recolher nacional que começa às 22h (hora local). O descumprimento das restrições terá de pagar multas que vão de 400 a 1 mil euros e, no caso de atividades comerciais, fechamento de 5 a 30 dias.

*Com informações da EFE