O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um acordo comercial pós-Brexit nesta quinta-feira, 24. Após longos meses negociações, Downing Street, escritório do primeiro ministro Boris Johnson divulgou uma nota afirmando que “os britânicos tiveram promessas durante o referendo de 2016 e as eleições gerais do ano passado está entregue neste acordo”. “Retomamos o controle do nosso dinheiro, fronteiras, leis, comércio e pesca”, diz o comunicado. Nas redes sociais, o prêmie também confirmou positivamente o acordo. Em foto publicada no Twitter, Boris Johnson aparece comemorando a proposta, com a legenda: “The deal is done”, o que significaria em português algo como “o negócio está feito”.

Também pela rede social, a da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também falou sobre as relações comerciais. Segundo ele, com o acordo, os países europeus terão “um acordo justo e equilibrado”, que deve “proteger os interesses da UE” e garantir uma “concorrência leal. “Valeu a pena”, diz na publicação. A necessidade de concenso entre as partes acontece após saída do Reino Unido do bloco europeu, conhecida como Brexit. O fim do processo de negociações acontece sete dias antes da finalização do período de transição. Com a definição, a partir de 1º de janeiro, as regras para o comércio, circulação de pessoas e negócios devem seguir as exigências estabelecidas entre as partes nesta quinta-feira. Agora, o texto ainda será encaminhado para as 27 nações que compõe a União Europeia. No entanto, segundo o Parlamentou Europeu, é tarde demais para que a aprovação aconteça antes do primeiro dia de 2021, o que pode colocar em prática um termo provisório.

Relembre o caso

A Grã-Bretanha deixou a União Europeia em 31 de janeiro, embora permaneça em suas estruturas econômicas até 31 de dezembro, considerado o prazo final da transisção. Por isso, o Reino Unido e a Comissão Europeia, representada por Ursula von der Leyen, buscavam termos para negociação benéfica a ambas das partes. No geral, sem um acordo comercial, o Reino Unido comercializaria com o bloco seguindo os termos da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que incluiria as tarifas e barreiras. Assim, o governo de Boris Johnson reconhecia que uma saída sem as negociações poderia acarretar em um impasse nos portos britânicos, escassez temporária de alguns bens e aumentos de preços de alimentos básicos.