O Chile iniciou nesta sexta-feira, 25, a sua campanha de vacinação contra o novo coronavírus, utilizando o imunizante desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech. O país recebeu o primeiro carregamento de 10 mil vacinas provenientes dos Estados Unidos e da Alemanha e começou a imunizar funcionários da saúde em Santiago nesta quinta-feira, 24, tornando-se o segundo da América Latina a iniciar o processo. O primeiro foi o México. Nesta manhã de Natal, mais de 2 mil doses da vacina foram entregues nas regiões de La Araucanía, Bíobio e Magallanes, porta de entrada do Chile na Antártica, com o objetivo de aliviar a situação epidemiológica desfavorável em várias localidades que tiveram grandes surtos durante meses.

O início da vacinação vem no auge da segunda onda de casos no Chile, que estava em pleno declínio havia três meses, mas que nas últimas duas semanas teve um aumento de casos. A alta no contágio levou de volta aos números de julho, quando o país esteve à beira de um colapso sanitário. Nas últimas 24 horas, o país reportou 2.520 novos casos de Covid-19, a quantidade diária mais alta em cinco anos. Depois do pessoal médico, a vacina, que será gratuita e voluntária, será oferecida a idosos, doentes crônicos e integrantes das forças armadas, o que representa aproximadamente 5 milhões de pessoas. Elas serão imunizadas durante o primeiro trimestre de 2021. O restante da população alvo, que exclui mulheres grávidas, crianças e os imunossuprimidos e representa cerca de 15 milhões de pessoas, poderá obtê-lo durante o primeiro semestre do ano que vem.

De acordo com as autoridades, na região metropolitana de Santiago, é permitido viajar para encontros dentro das casas de um máximo de 15 pessoas com um toque de recolher prolongado a partir das 2 da manhã, horário local. Por outro lado, as viagens inter-regionais estão proibidas. No restante do Chile, as restrições variam de acordo com a epidemiologia do vírus. Em áreas com situação favorável, podem ser realizadas reuniões de até 30 pessoas, e nas piores cidades do sul, o confinamento é obrigatório.

*Com informações da EFE