O presidente e dono do Serum Institute, que produz em larga escala as vacinas da AstraZeneca com a Universidade de Oxford contra a Covid-19 na Índia, afirmou nesse domingo, 3, que o país asiático proibiu a exportação do material para por meses. A informação foi dada poucas horas após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitir que o Brasil importasse duas milhões de doses do país. Os imunizantes deveriam chegar nos próximos 15 dias e estariam disponíveis à população no momento em que a aplicação da vacina fosse liberada pelo órgão regulador. “Nós só podemos disponibilizar as vacinas ao governo da Índia no momento”, afirmou Adar Poonawalla em entrevista ao jornal India Today. Segundo ele, a exportação para a aliança Covax, coalizão global de vacinas da qual o Brasil faz parte, só deve ser iniciada entre março e abril.

Segundo Poonawalla, a empresa pretende produzir entre 200 e 300 milhões de doses da vacina até o mês de dezembro de 2021. Ainda no fim de semana, a Índia liberou a aplicação emergencial da vacina de Oxford nos seus moradores seguindo o Reino Unido e a Argentina. Além do imunizante com tecnologia europeia, o país liberou a aplicação da Covaxin, fruto da articulação entre a farmacêutica Bharat Biotech e o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR). Com mais de um bilhão de moradores, a Índia deve liderar uma das maiores campanhas de vacinação do mundo. A índia já registrou mais de 10,3 milhões de casos e acumula 149 mil mortes pela Covid-19 desde o começo da pandemia. Ela ocupa o terceiro lugar mundial de óbitos, atrás dos Estados Unidos e do Brasil.