As imagens de violência por manifestantes no Congresso dos Estados Unidos provocaram reações distintas pelo mundo. Antigo aliado do presidente americano Donald Trump, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson classificou, nas redes sociais, as cenas como vergonhosas. Segundo ele, os Estados Unidos são os defensores da democracia em todo o mundo e agora é vital que a transferência do poder seja feita de forma pacifica e ordeira.

O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, afirmou que os votos dos cidadão devem ser respeitados. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, considerou as cenas como chocantes. Já o presidente da Argentina, Alberto Fernandez, manifestou repúdio aos graves atos de violência e o atropelo ao legislativo. O governo da Venezuela publicou nota dizendo que condena a polarização política e a espiral de violência que reflete a profunda crise que atualmente atravessa o sistema politico e social dos EUA.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro reforçou que continua ao lado de Donald Trump e reiterou o discurso de que houve fraude nas eleições de 2018. “Muita denúncia de fraude. A minha foi fraudada. Eu tenho indícios de fraude na minha eleição, era para ter ganho no primeiro turno. Ninguém reclamou que foi votar no 13 e a maquina não respondia. O contrário, quem ia votar 17, ou não funcionava ou aparecia o 13”, alegou sem mostrar provas.

Em nota, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que as cenas, uma tentativa clara de insurreição e de desprezo ao resultado das eleições por parte de um grupo, são inaceitáveis em qualquer democracia e merece um repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espirito público e responsabilidade. Pelo Twitter, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, publicou que a invasão do Congresso norte-americano por extremistas representa um ato de desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições.

O deputado Baleia Rossi, candidato à Presidência da Câmara, disse que a democracia não se faz na violência — mas no debate de ideias, no respeito às diferenças, à vontade do povo e à Constituição. Já o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, classificou o ato como uma ameaça à democracia. Para ele, apoiadores do fascismo mostraram sua verdadeira face antidemocrática e truculenta.

*Com informações do repórter Levy Guimarães