A polícia de Hong Kong prendeu dezenas de ativistas pró-democracia nesta quarta-feira, 6, sob suspeita de violar a lei de segurança imposta pela China no ano passado. A ação, que envolveu cerca de mil policiais, foi a maior repressão até agora contra críticos do governo chinês. A operação teve como alvo ex-parlamentares contrários ao governo, jornalistas, jovens ativistas, além de um advogado americano. Testemunhas próximas a Joshua Wong, uma das figuras mais conhecidas do movimento – e que atualmente está preso -, relatam que sua casa foi vasculhada.

A oposição afirma que as prisões estão relacionadas às primárias independentes organizadas por partidos pró-democracia no ano passado. O secretário de Segurança de Hong Kong, John Lee, disse que os presos planejavam causar “graves danos” à sociedade e que as autoridades não vão tolerar atos perversos. Já o governador britânico de Hong Kong, Chris Patten disse que o Partido Comunista Chinês apertou ainda mais o cerco no território. Em resposta, a União Europeia exigiu a “libertação imediata” dos opositores detidos e informou que analisa sanções contra a China por conta da sua intervenção em Hong Kong.

*Com informações da repórter Lívia Fernanda