O Reino Unido ultrapassou, na quinta-feira, 7, a marca de mais de 1,260 milhões de pessoas vacinadas contra o coronavírus. O número foi confirmado pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante mais um pronunciamento à nação. O conservador também detalhou os planos para as próximas semanas que vão envolver um grande esforço nacional para distribuir a vacina. O sistema de saúde público britânico (NHS) pretende inocular nas próximas cinco semanas o que normalmente faria em cinco meses.

Até um serviço nacional de agendamento para receber a vacina está sendo criado nesta verdadeira operação de guerra. Aliás, ele também conta com a ajuda das forças armadas britânicas. As estatísticas da doença, no entanto, continuam alarmantes. Foram quase 1,2 mil mortes no Reino Unido só nesta quinta-feira. Preocupa também o número de internações por conta da doença — que está 50% maior agora que no pico registrado em abril. As autoridades britânicas não escondem o temor pelo eventual colapso da rede hospitalar.

Isso não quer dizer que o Reino Unido esteja livre dos negacionistas ou das fake news que se espalham pelas redes sociais. Nos últimos dias, postagens em redes sociais questionaram as informações sobre a gravidade da situação em solo britânico. Teve gente até filmando corredor de hospital para dizer que o colapso no sistema não existia. Boris Johnson foi questionado sobre isso e respondeu que está na hora dos negacionistas amadurecerem.

Postagens deste tipo, disse o primeiro-ministro, não apenas influenciam negativamente o comportamento das pessoas como também são uma ofensa para os profissionais de saúde que estão na linha de frente desta emergência nacional. O primeiro-ministro completou dizendo que “não há nada mais desmoralizante do que ter esse tipo de bobagem sendo espalhada pelas redes quando é obviamente falso”. Infelizmente, a imbecilidade não tem fronteiras. Mesmo em um momento de extrema dificuldade como esse.