A notícia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve a sua conta no Facebook deletada pela própria rede social repercutiu após a invasão ao Capitólio no último dia 6. Porém, o chefe de governo da maior economia mundial não foi o único a ter sofrido a punição da empresa de Mark Zuckerberg. Nos últimos dias, as contas de funcionários do governo e membros dos partidos de Uganda também foram encerradas pelo Facebook, que os acusou de interferência no debate público antes das concorridas eleições presidenciais que acontecerão no país nesta quinta-feira, 14. A conta do presidente Yoweri Museveni, porém, não foi retirada do site. Ele tentará a reeleição contra o pop star Bobi Wine, que entrou para a política recentemente. Ainda assim, o episódio fomenta o debate sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia como Facebook, Instagram e Twitter pelo conteúdo que é veiculado em suas plataformas.

Tanto nos Estados Unidos quanto em Uganda, essas intervenções estão sendo interpretadas como um obstáculo à liberdade de expressão. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, fez um comentário sobre o assunto nesta segunda-feira, 11. Através do seu porta-voz, a chanceler afirmou que considera “problemática” a suspensão de contas do presidente Donald Trump nas redes sociais. Ao mesmo tempo em que acredita que as plataformas tem responsabilidade para que a política não seja “envenenada pelo ódio, por mentiras e por incitamento à violência”, Merkel também considera a liberdade de opinião um direito fundamental que não deveria sofrer intervenção “de acordo com a decisão das plataformas de mídia social”.

*Com informações de agências internacionais